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O Museu Nacional da República, a mais recente obra de Oscar Nieyemer inaugurada na Capital Federal vai acolher, a partir do próximo dia 13 de março, quinta-feira, uma mega exposição que comemora o centenário do arquiteto considerado o pai da cidade. A mostra OSCAR NIEMEYER – Arquiteto, Brasileiro, Cidadão chega a Brasília para uma curta temporada: só até o dia 08 de abril. Nela estão maquetes, desenhos, fotografias que apresentam aproximadamente 30 projetos desenvolvidos pelo mestre ao longo de sua vida. Desde os primeiros tempos da Pampulha, em Belo Horizonte, até o Conjunto Cultural da República. OSCAR NIEMEYER – Arquiteto, Brasileiro, Cidadão pode ser vista de terça a domingo, sempre das 9h00 às 18h00. A entrada é franca.
A mostra, com curadoria de Marcus Lontra, chega a Brasília depois de ter encantado os espectadores de Belo Horizonte, Curitiba, São Paulo e Niterói. Mas sua temporada na Capital ganha um significado a mais: Brasília foi desenhada pelo próprio mestre e é tida como exemplo raro de realização urbana. A escolha do Museu Nacional do Conjunto Cultural da República também não foi casual: a construção integra o setor cultural do Eixo Monumental da cidade, espaço que Niemeyer há muito desejava e pôde ver recentemente construído, portanto, ideal para receber o evento que comemora o seu centenário.
“Visitar essa mostra, aqui em Brasília, é, antes de tudo, um convite a estender o nosso olhar a essa magnífica capital e nela descobrir todo o seu potencial de beleza que o talento e a inteligência de Niemeyer nos legou”, afirma Marcus Lontra. Na opinião do diretor do Museu Nacional, Wagner Barja, “Oscar Niemeyer soube colocar a arquitetura a serviço da poesia”.
OSCAR NIEMEYER – Arquiteto, Brasileiro, Cidadão foi organizada pelo Instituto Tomie Ohtake, em parceria com o Instituto de Arquitetos do Brasil, e contou com o empenho do próprio arquiteto e com a coordenação de Ricardo Ohtake e Kadu Niemeyer.
A EXPOSIÇÃO
A mostra apresenta (por meio de aproximadamente 30 projetos) um panorama da obra do arquiteto Oscar Niemeyer. Em textos, desenhos, maquetes e ampliações fotográficas estão reunidas as principais fases da arquitetura do mestre, que foram divididos em cinco módulos. No primeiro, Pampulha: o Berço da Arquitetura Moderna Brasileira(1940 a1943) está o início do trabalho de Oscar Niemeyer que sublinha também o início de uma identidade brasileira. A segunda fase, Forma Livre e Organicidade (1943 – 1953), é marcada pela combinação da liberdade formal com técnicas de engenharia e cálculo de materiais, com destaque para o concreto armado (Ibirapuera, Casa das Canoas).
No terceiro segmento, Brasília Modernidade, Magia e Eternidade (1953 – 1965) evidencia-se, conforme afirma o curador, “o desejo de Niemeyer em explorar uma realidade paralela, oculta, tal qual nosso subconsciente” (Eixo Monumental de Brasília). Em Vivendo os Anos de Chumbo no Exterior e a Caminho de uma Arquitetura Social (1965-1989), a quarta fase, revela-se o período de exílio do arquiteto, logo após a construção de Brasília, quando se intensifica em sua obra a finalidade política, social e pública, além do apuro técnico pelo contato com a história e a arquitetura da antiguidade (sede do Partido Comunista, em Paris, e A Mesquita e a Universidade de Constantine, em Argel).
Finalizando, o módulo O Museu Pessoal e o Museu do Homem(1989 até hoje) demonstra a fase do pleno domínio de seu próprio vocabulário nos inúmeros projetos desenvolvidos para espaços culturais e públicos, culminando com o recente projeto para o Centro Administrativo de Minas Gerais (Memorial da América Latina, em São Paulo, Mac-Niterói, Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, Teatro do Ibirapuera, em São Paulo, e Museu Nacional do Conjunto Cultural da República, em Brasília).
OSCAR NIEMEYER
“De um traço nasce a arquitetura. E quando ele é bonito e cria surpresa, ela pode atingir, sendo bem conduzida, o nível superior de uma obra de arte." Estas palavras nasceram de um criador que, desde criança, gostava de desenhar no ar traços que só os olhos do menino adivinhavam. Desenhos que contornavam as montanhas do Rio de Janeiro. Seus dedos continuaram inventando. Inventaram um Brasil, uma nova capital, o edifício-escultura, deram leveza e curvas ao sisudo concreto. Hoje, aos 100 anos de idade, Oscar Niemeyer é um dos fundadores da moderna arquitetura internacional.
Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares nasceu no Rio de Janeiro, 15 de dezembro de 1907. Formou-se em Arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes. Pode-se dividir a vida/obra do arquiteto em quatro fases distintas. Num primeiro momento, há o Oscar recém-formado, que se dispõe a trabalhar de graça no escritório do urbanista Lúcio Costa. O jovem que encantou Le Corbusier (“Este moço tem as montanhas do Rio nos olhos”, disse o arquiteto francês) e que, em 1940, recebeu de Juscelino Kubitschek, na época prefeito de Belo Horizonte, o convite para criar o projeto da Pampulha, na cidade, com 33 anos de idade. Em 1945, já um arquiteto conhecido, filia-se ao PCB.
A segunda fase o flagra novamente ao lado de Juscelino Kubitschek, eleito presidente do Brasil em 1956. JK convida o arquiteto para dirigir a Novacap, empresa urbanizadora da nova capital, Brasília. O ex-patrão e grande amigo Lucio Costa vence o concurso para o projeto urbanístico e Niemeyer fica encarregado de projetar os prédios da nova cidade. De seus traços surgem monumentos como o Palácio da Alvorada, o Congresso Nacional, a Catedral de Brasília, os prédios dos ministérios, o Palácio do Planalto, além de edifícios residenciais e comerciais.
A terceira parte da vida de Oscar Niemeyer é também a mais triste. É o período amargo da perseguição e do exílio durante a ditadura militar. Um tempo que foi usado criando obras no exterior, com seus prédios que apenas parecem tocar o chão: Editora Mondadori, na Itália, Universidade Constantine, na Argélia, Centro Cultural do Havre, na França, dentre outros.
E finalmente o momento que segue até os dias atuais, com o arquiteto em sua maturidade trabalhando sem parar. São deste período o Memorial da América Latina (SP), o Museu de Arte Contemporânea de Niterói, e o mais recente, o Complexo Cultural da República, inaugurado em 2006.
Exposição: Oscar Niemeyer Arquiteto Brasileiro Cidadão
Patrocínio: SESI e Empresa Brasiliense de Turismo - BRASILIATUR
Apoio: Holcim, Secretaria de Cultura do Distrito Federal, Instituto dos Arquitetos do Brasil, Direção Nacional e Departamento do Distrito Federal
Local: Museu Nacional Conjunto Cultural da República ( Setor Cultural Lote 2)
Abertura: 13 de março às 19:30 horas
Período: 14 de março a 08 de abril de 2008
(terça a domingo, das 9 às 18 horas)
Assessoria de imprensa: Objeto Sim – (61) 3443. 8891 e 3242. 9805
Carmem Moretzsohn: (61) 8142. 0111
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