A arquitetura de Oscar Niemeyer em Brasília provoca o espanto, não apenas pela beleza das suas curvas – que deram movimento e sensualidade ao concreto –, mas também pela sofisticação das construções, que com seu equilíbrio delicado parecem desafiar as leis da engenharia e da gravidade. Ao longo dos 50 anos de existência da capital, foram publicados inúmeros documentos, ensaios, livros e revistas, na tentativa de registrar a história do patrimônio arquitetônico da cidade. Faltava, no entanto, criar um verdadeiro inventário dos espaços arquitetônicos da nova capital concebida por Lucio Costa e Oscar Niemeyer nos anos em que o presidente Juscelino Kubitschek mobilizou toda a nação para sua criação e construção. Registrando cinco edificações monumentais de Brasília, a COLEÇÃO MEMÓRIA ganha mais dois volumes, preenchendo essa lacuna, mapeando estrategicamente os principais prédios monumentais, sua simbologia política e suas surpresas arquitetônicas. Títulos que aprofundam histórias do Palácio do Planalto e do Palácio da Alvorada serão lançados no próximo dia 8 de dezembro, no Anexo do Museu Nacional da República, às 19h30. Entrada franca.
Inéditos, PALÁCIO DO PLANALTO – ENTRE O CRISTAL E O CONCRETO e PALÁCIO DA ALVORADA – MAJESTOSAMENTE SIMPLES dão continuidade à série, cujo primeiro volume – sobre o Teatro Nacional Claudio Santoro – foi lançado em 2004. Depois vieram os registros sobre o Catetinho e o Memorial dos Povos Indígenas, que agora voltam reeditados, com conteúdo revisado e ampliado. Assim, a coleção promete oferecer novos aspectos para o pensamento e para a descoberta, apresentando às novas gerações o sentido de localização e conhecimento concreto da memória da cidade.
Voltados para um público eclético – de estudiosos, estudantes, pesquisadores, moradores de Brasília e visitantes que buscam detalhes sobre a paisagem urbana –, os cinco livros trazem ainda uma versão resumida de seu conteúdo, em inglês. Com o Patrocínio do BNDES e da Caixa, a coleção é uma realização do Instituto do Terceiro Setor – ITS, sob a coordenação de Eduardo Cabral. A intenção do ITS é lançar, em breve, outros títulos sobre as principais construções da cidade, como o Palácio do Itamaraty e as igrejas de Oscar Niemeyer. Os livros poderão ser adquiridos no dia do lançamento ao preço de R$ 20,00, o volume. Exemplares serão distribuídos a escolas da rede pública de ensino.
PALÁCIO DA ALVORADA – MAJESTOSAMENTE SIMPLES
Quando concebeu o Palácio da Alvorada, mesmo ainda sem saber precisamente em que lugar do Plano Piloto o edifício seria construído, o arquiteto Oscar Niemeyer imaginou algo novo, diferente, que fugisse da melancolia e da estagnação da arquitetura convencional da época. Queria causar surpresa e emoção nos futuros visitantes da nova capital. A construção do Palácio da Alvorada, primeira edificação de concreto erguida no descampado do Planalto Central, deu início ao chamado “ritmo Brasília” eabriu caminho para a chegada dos candangos, seus caminhões e escavadeiras; para o som dos serrotes cortando madeira, das batidas no aço e das betoneiras preparando cimento, uma verdadeira corrida contra o tempo sob a cuidadosa supervisão do presidente JK.
“O “ritmo Brasília” era frenético, entusiasmado, delirante e épico. E era JK quem orquestrava o caos. Ele liderou todas as etapas do processo de construção do Palácio, da concepção do projeto arquitetônico até a execução de detalhes prosaicos. Acompanhava tudo de perto com o zelo de quem constrói uma casa para morar com a família”, descreve o jornalista Severino Francisco, que ao longo de 144 páginas, ilustradas pela fotógrafa Graça Seligman e por imagens de arquivo da época da construção de Brasília, relata histórias e curiosidades sobre o surgimento da primeira de uma série de estruturas monumentais, caracterizadas, acima de tudo, pela simplicidade.
FICHA TÉCNICA
Coordenação: Eduardo Cabral
Pesquisa e textos: Severino Francisco
Fotografia: Graça Seligman
Fotografias históricas: Arquivo Público do Distrito Federal
Projeto gráfico e editoração: Renata Fontenelle
Revisão: Cláudio Côrtes-Paiva
Tradução para o inglês: ADOF Tradução
PALÁCIO DO PLANALTO – ENTRE O CRISTAL E O CONCRETO
Uma caixa de vidro suspensa na paisagem apoiada em formas curvas, que suavemente tocam o solo. As mesmas colunas que Niemeyer desenhara para o Palácio da Alvorada, no Planalto se transformaram em abanos que se abrem em série. Poesia e delicadeza aparentes que exigiram extremo esforço nos cálculos estruturais elaborados pelo engenheiro Joaquim Cardozo. “Passados mais de 50 anos de sua inauguração, a solução das formas encontradas, em que se destacam as extremidades das colunas em vértice, faz com que o edifício continue dando aos visitantes visões inesperadas, a depender da posição em que é observado”, escreveu a jornalista Graça Ramos, autora do livro PALÁCIO DO PLANALTO – ENTRE O CRISTAL E O CONCRETO, que em 176 páginas percorre as memórias da construção do edifício que já foi chamado de Palácio dos Despachos. Essa trajetória, que tem início em 1958 e termina com a reforma de 2010, foi ilustrada com o trabalho de Graça Seligman e com material do Arquivo Público do Distrito Federal, da Fundação Getúlio Vargas e do Instituto Moreira Salles.
FICHA TÉCNICA
Coordenação: Eduardo Cabral
Pesquisa e texto: Graça Ramos
Fotografia: Graça Seligman
Tradução para o inglês: ADOF Traduções
Projeto gráfico e editoração: Renata Fontenelle
Revisão: Cláudio Côrtes-Paiva
Fotografias históricas: Arquivo Público do Distrito Federal, Fundação Getúlio Vargas e Instituto Moreira Salles
CATETINHO – PALÁCIO DE TÁBUAS
“A distância, a conveniência da presença de JK no local para manter o calor do empreendimento nos levou a pensar na necessidade de iniciar os trabalhos com a construção de uma pousada onde ele pudesse ficar nos fins de semana. Uma casa de madeira pensada”. Assim, segundo Oscar Niemeyer, surgiu a ideia de construir o Catetinho, primeira residência oficial de Juscelino Kubitschek em Brasília. A narrativa de Niemeyer e outros depoimentos sobre a primeira construção erguida na nova capital fazem parte do livro CATETINHO – PALÁCIO DE TÁBUAS, um apanhado histórico que mescla as memórias da época de construção do palácio com os primórdios da nova capital. Em sua segunda edição, com 118 páginas, o livro teve seu conteúdo revisado e ampliado. O texto é do jornalista Severino Francisco e as fotos são de André Abrahão.
Construído em apenas dez dias, o Catetinho inaugurou o ritmo épico da construção de Brasília e hoje representa inestimável valor histórico arquitetônico, cultural e sentimental. Tombado em 1959, como Patrimônio Histórico e Cultural de Brasília, pelo Instituto do Patrimônio Histórico – IPHAN, a pedido do próprio presidente Juscelino Kubistchek, o Catetinho continua preservado. “Pode parecer um exagero para a percepção de indivíduos de tempos pragmáticos. Mas a história do Catetinho é uma história de tenacidade, determinação, generosidade, idealismo e visionarismo”, destaca Severino, ao longo de sua descrição.
FICHA TÉCNICA
Coordenação: Eduardo Cabral
Pesquisa,textos e edição: Severino Francisco
Tradução para o inglês: Claudia Bentes David
Projeto gráfico e editoração: Renata Fontenelle
Fotografia: André Abrahão
Fotos históricas: Arquivo Público do Distrito Federal, Depha, Acervo Manchete
Revisão: Cláudio Côrtes-Paiva e Luis Mendonça
MEMORIAL DOS POVOS INDÍGENAS – MALOCA MODERNA
Obra singular em sua história e em sua concepção arquitetônica, o Memorial dos Povos Indígenas foi idealizado pelo antropólogo Darcy Ribeiro para sintetizar um dos aspectos mais curiosos da cultura brasileira: a criatividade indígena. Espaço circular criado por Oscar Niemeyer com inspiração na taba dos índios Yanomami, o prédio abriga adornos de cabeça, cestos, bolsas, colares e utensílios de cozinha e outros, somando um acervo de 380 peças artesanais coletadas por Darcy Ribeiro ao longo de 40 de pesquisas pelo interior do Brasil. Ao conjunto, doado ao museu em 1995, somam-se as peças colecionadas pelo antropólogo Eduardo Galvão.
Em 120 páginas, numa edição revista e ampliada, o jornalista Severino Francisco sintetiza a história de uma das raras instituições relacionadas à cultura indígena que contam com a participação dos próprios índios em sua gestão. O livro traça, ainda, a trajetória dos povos indígenas desde o período pré-descobrimento, seus hábitos, os desafios e o legado ao povo brasileiro. Nas fotos de André Abrahão, reproduções de peças curiosas e multicoloridas do acervo, que incluem material pesqueiro, panelas, tigelas, trançados, arte plumária, tecidos, redes de dormir, colares de dentes, bordunas, flautas de osso e máscaras.
FICHA TÉCNICA
Coordenação: Eduardo Cabral
Pesquisa, textos e edição: Severino Francisco
Tradução para o inglês: Sandra Wellington
Projeto gráfico e editoração: Renata Fontenelle
Fotografias: André Abrahão
Fotos antigas: Acervo Sandra Wellington, Acervo Luiz Neto, Acervo Ivaldo Cavalcante
Revisão: Cláudio Côrtes-Paiva e Luis Mendonça
TEATRO NACIONAL CLÁUDIO SANTORO
Primeiro livro da COLEÇÃO MEMÓRIA, este registro histórico e arquitetônico sobre o Teatro Nacional Claudio Santoro foi lançado em primeira edição em 2004, com texto do jornalista Celso Araújo, e fotos de Rui Faquini. Totalmente reformulado, com conteúdo reeditado e novas ilustrações, a obra é referência sobre a memória de um dos ícones da arquitetura da capital federal.
FICHA TÉCNICA
Coordenação: Eduardo Cabral
Texto, pesquisa, entrevistas e edição: Celso Araújo
Fotos: Rui Faquini, André Abrahão, Claudio Moraes e Arquivo Público DF
Projeto gráfico e editoração: Renata Fontenelle
Tradução para o inglês: Asta-Rose Alcaide
Revisão: Claudia Bentes
PALÁCIO DO PLANALTO – ENTRE O CRISTAL E O CONCRETO e PALÁCIO DA ALVORADA – MAJESTOSAMENTE SIMPLES são as novas publicações do ITS – Instituto Terceiro Setor, responsável também pelo lançamento de títulos como Teatro Nacional Claudio Santoro, 2ª edição, 2011 (Texto: Celso Araújo), Catetinho — Palácio de Tábuas, 2ª edição, 2011 (Texto: Severino Francisco), Memorial dos Povos Indígenas, 2ª edição, 2011 (Texto: Severino Francisco), Mercados de Ferro do Brasil – aromas e sabores, 2011 (Texto: Severino Francisco/Fotos Graça Seligman), Pedro Recroix — arte em feitio de oração, 2009 (Texto: Celso Araújo/Fotos: Graça Seligman), Este Espedito — escultura e esperança, 2011 (Texto: Celso Araújo/Fotos: Ricardo Almeida). O Instituto também é responsável pela revista Brasiliagenda, publicação mensal, dedicada à cultura e eventos no Distrito Federal.
SERVIÇO
LANÇAMENTO – PALÁCIO DA ALVORADA – MAJESTOSAMENTE SIMPLES PALÁCIO DO PLANALTO – ENTRE O CRISTAL E O CONCRETO
Local: Anexo do Museu Nacional do Conjunto Cultural da República
Data: 8 de dezembro de 2011
Horário: 19h30
ENTRADA FRANCA
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Maria Alice Monteiro: 9831. 5090 – Roberta Timponi: 9211. 1414
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