Neste ano em que se comemoram os 200 anos de nascimento do compositor polonês Fréderic Chopin (1810-1849), o Centro Cultural Banco do Brasil apresenta a série CHOPIN INSÓLITO. Durante quatro semanas, sempre às terças-feiras, a partir do dia 27 de julho, poderão ser apreciadas, no Teatro do CCBB, interpretações de obras ainda inéditas no Brasil, por alguns dos nomes de maior destaque na cena musical brasileira e europeia. Os concertos acontecem sempre às 13h (entrada franca) e às 21h. Na abertura, a participação do pianista italiano (unanimidade mundial) Francesco Libetta interpretando, pela primeira vez no Brasil, transcrições dos estudos de Chopin.
A iniciativa vem se somar a uma série de eventos que acontecem simultaneamente em todo o mundo, numa homenagem ao “poeta do piano”, como Chopin é carinhosamente chamado. Mas CHOPIN INSÓLITO é uma abordagem diferenciada da obra do compositor. O diretor geral da série, o pianista brasileiro Giulio Draghi, e a pianista e produtora musical, Lilian Barretto, optaram por abordar alguns aspectos menos conhecidos da obra de Chopin e que deram origem, nas gerações sucessivas de compositores, a um estudo aprofundado da arte original do grande compositor.
O primeiro concerto (27 de julho) apresentará, em primeira audição no Brasil, as 53 transcrições dos 24 estudos do Chopin, compostas pelo também polonês Leopold Godowsky e interpretadas pelo premiado pianista italiano Francesco Libetta. No segundo (3 de agosto), primeira audição mundial do estudo Opus 25, de Carl Tausig (1841-1871), polonês confessadamente influenciado por Chopin. O concerto contará com a participação de Paulo Sergio Santos, maior expoente da clarineta no Brasil. O terceiro (10 de agosto) apresentará obras compostas por Chopin no aconchego de sua casa e pouquíssimo executadas no mundo. E a série termina (17 de agosto) apresentando o jovem pianista brasileiro Pablo Rossi, detentor de numerosos prêmios, mostrando Chopin original em toda a sua simplicidade genial.
PASSEIO PELA OBRA DO MESTRE
Iniciamos pelo gênero das transcrições. Se como já se disse, os 24 estudos de Chopin representam “a carta magna da técnica pianística”, as 53 transcrições sobre os estudos de Chopin compostas por Leopold Godowsky (1870-1938) poderiam muito bem ser definidas como “a cordilheira do Himalaia da técnica pianística”. Estes estudos são considerados ainda hoje, após mais de 100 anos de sua composição, como as peças de dificuldade mais transcendental compostas em toda a história do piano. Desde sua criação (1894-1914), pouquíssimos pianistas - além do próprio autor - se arriscaram a uma execução pública destes estudos. Dizia-se abertamente na época, que Godowsky “estava compondo para a próxima geração de pianistas.” Na verdade este cálculo provou ser otimista demais, pois foram necessárias quase cinco gerações de pianistas para que o desafio de Godowsky fosse executado. Se a execução de uma pequena seleção destes estudos já representa um feito considerável o que dizer da execução pública da integral dos 53 estudos, fato inédito até agora no Brasil? O internacionalmente premiado pianista italiano Francesco Libetta é o artista convidado para este verdadeiro feito histórico-musical em nosso país.
No segundo concerto apresentaremos aquele que foi o precursor de Godowsky, o também polonês e melhor aluno de Franz Liszt, Carl Tausig (1841-1871). Testemunhos de época reportavam que Tausig já havia invertido o estudo opus 10 nº 2 (cromático) de Chopin para a mão esquerda e transposto o estudo opus 25 - composto originalmente como um simples arabesco melódico na mão direita - para terças e sextas. Este estudo, que se encontra ainda em estado de manuscrito inédito na Biblioteca do Congresso em Washington, será executado em primeira audição mundial neste projeto. Obras de Tausig, como o Noturno op. 3 e a Fantasia de Concerto sobre a ópera Halka de Moniusko, ajudarão a compreender o quanto a arte de Chopin influenciou a obra de Tausig. Demonstrando também que a influência de Chopin não se restringiu somente ao piano, o estudo original mais difícil de Chopin (op. 10 nº 2) será tocado em uma versão decididamente “cruel” para clarineta e piano de autoria do russo I. Butyrsky. O maior expoente da clarineta no Brasil Paulo Sergio Santos será o solista. Completa o programa a transcrição heroica de Tausig do concerto nº1 op.11 de Chopin, re-orquestrada pelo autor em um estilo wagneriano e apresentada em versão para dois pianos, especialmente transcrita para este evento.
Raramente abordadas no circuito de câmera também são também a Sonata para violoncelo e o trio de Chopin. As obras possibilitam o contato com um aspecto mais intimista da obra de Chopin, fazendo música de câmera em sua casa, cercado de seus amigos mais íntimos, como por exemplo o violoncelista Auguste Franchomme a quem a sonata para violoncelo é dedicada. Conta a história que nesses ambientes descontraídos Chopin dava asas à sua imaginação, prodigalizando nuances e ornamentações que o grande público jamais chegou a ouvir nas salas de concerto.
E a programação encerra com um jovem e promissor talento brasileiro, Pablo Rossi, detentor de numerosos prêmios, e que voltará ao Chopin original em toda a sua simplicidade genial. Um fecho mais do que apropriado para este passeio comemorativo pelos 200 anos de nascimento do maior poeta do piano que o mundo já teve. CHOPIN INSÓLITO tem direção artística de Giulio Draghi e produção da pianista Lilian Barretto.
CONCERTOS
27 de julho – Pianista Francesco Libetta
Estudos Chopin – Godowsky
3 de agosto – Pianistas Giulio Draghi e Flavio Augusto
Peças para piano solo e o Concerto nº 1 Chopin – Tausig
Participação especial: Paulo Sergio Santos - clarineta
10 de agosto – Trio de câmera
Trio op. 8 em sol menor
Sonata op. 65 para violoncelo e piano
Emmanuelle Baldini - violinista
Johannes Gramsch - violoncelo
Rogério Zaghi - pianista
17 de agosto – Pianista Pablo Rossi
Programa Insólito x Tradicional
PROGRAMAS
Dia 27 de julho - 13 h - Francesco Libetta – piano – 1º audição no Brasil
Leopold Godowsky: Estudos sobre os Estudos de Chopin
op. 10 n. 1, (I) Dó maior (diatônico)
op. 10 n. 1, (II) Ré bemol maior (mão esquerda)
op. 10 n. 2, (I) lá menor (mão esquerda)
op. 10 n. 2, (II) lá menor Igniis Fatuus
op. 10 n. 3, Ré bemol maior (mão esquerda)
op. 10 n. 4, dó sustenido menor (mão esquerda)
pausa
op. 10 n. 5, (I) sol bemol maior (teclas pretas)
op. 10 n. 5, (II) Dó maior (teclas brancas)
op. 10 n. 5, (III) lá menor -Tarantella
op. 10 n. 5, (IV) Lá maior - Capriccio (sobre teclas pretas e brancas)
op. 10 n. 5, (V) Sol bemol maior (Inversão, mão esquerda, teclas pretas)
op. 10 n. 5, (VI) Sol bemol maior (Inversão, mão direita teclas pretas)
op. 10 n. 5, (VII) Sol bemol maior (mão esquerda)
intervalo
op. 10 n. 6, mi bemol menor (mão esquerda)
op. 10 n. 7, (I) Dó maior Toccata
op. 10 n. 7, (II) Sol bemol maior - Notturno
op. 10 n. 7, (III) Mi bemol maior (mão esquerda)
op. 10 n. 8, (I) Fá maior
op. 10 n. 8, (II) Sol bemol maior (mão esquerda)
pausa
op. 10 n. 9, (I) Dó sustenido maior
op. 10 n. 9, (II) fá menor (Imitação do Op. 25 n. 2)
op. 10 n. 9,(III) fá sustenido menor (mão esquerda)
op. 10 n. 10, (I) Ré maior
op. 10 n. 10, (II) Lá bemol maior (mão esquerda)
op. 10 n. 11, Lá maior (mão esquerda)
op. 10 n. 12, dó sustenido menor (mão esquerda)
Dia 27 de julho - 21h - Francesco Libetta – 1º audição no Brasil
Leopold Godowsky: Estudos sobre os Estudos de Chopin
op. 25 n. 1, (I) Lá bemol maior (mão esquerda)
op. 25 n. 1, (II) Lá bemol maior (Como uma peça a quatro mãos)
op. 25 n. 1, (III) Lá bemol maior
op. 25 n. 2, (I) fá menor
op. 25 n. 2, (II) fá menor -Waltz
op. 25 n. 2, (III) fá menor
op. 25 n. 2, (IV) fá sustenido menor (mão esquerda)
op. 25 n. 3, (I) Fá maior
op. 25 n. 3, (II) Fá maior (mão esquerda)
pausa
op. 25 n. 4, (I) lá menor (mão esquerda)
op. 25 n. 4, (II) fá menor Polonaise
op. 25 n. 5, (I) mi menor
op. 25 n. 5, dó sustenido menor Mazurka
op. 25 n. 5, (III) si bemol menor (mão esquerda)
intervalo
op. 25 n. 6, sol sustenido menor (em terças)
op. 25 n. 8, Ré bemol maior (em sextas)
op. 25 n. 9, (I) Sol bemol maior
op. 25 n. 9, (II) Sol bemol maior (mão esquerda)
op. 25 n. 10, si menor (mão esquerda)
op. 25 n. 11, lá menor
op. 25 n. 12, dó sustenido menor (mão esquerda)
pausa
Três Estudos compostos para o Método de Moscheles e Fétis Etudes
n. 1, fá menor (mão esquerda)
n. 2, (I) mi maior
n. 2, ré bemol maior (mão esquerda)
n. 3, Sol maior - Menuetto
pausa
op. 10 n. 5 & op. 25 n. 9, dois estudos combinados, sol bemol maior - Badinage
op. 10 n. 11 & op. 25 n. 3, dois estudos combinados, Fá maior
Dia 3 de agosto às 13h e às 21h
Tausig - Nocturne L’Espérance op. 3 – 1ª audição no Brasil
Chopin-Tausig - Estudo op.25 nº 2 em terças e sextas (estréia mundial)
Tausig - Reminiscências sobre a ópera Halka de Moniusko op. 2
Lento marcatissimo
Tempo di Polacca - Polonaise-Moderato-Tempo di Polacca
Piú Vivo- Presto
Chopin- Butyrsky - Estudo opus 10 nº 2 para piano e clarineta – 1ª audição
Chopin- Tausig - Concerto em mi menor op.11 – 1ª audição
Allegro maestoso
Romanze -Larghetto
Rondo- Vivace
Versão para dois pianos (transcrição Giulio Draghi- Sérgio de Sabbato)
Pianos: Giulio Draghi e Flavio Augusto
Clarineta: Paulo Sérgio Santos
Dia 10 de agosto às 13 h e às 21h
CHOPIN - Sonata para violoncelo e piano op. 65
Allegro moderato
Scherzo – Allegro con brio
Largo
Finale - Allegro
CHOPIN – Trio op. 8
Allegro con fuoco
Scherzo – Con moto, ma non troppo
Adagio sostenuto
Finale - Allegretto
Emmanuele Baldini - violino
Johannes Gramsch - violoncelo
Piano – Rogério Zaghi
Dia 17 de agosto às 13h e às 21h: Pablo Rossi
CHOPIN
Scherzo nº 1
Berceuse
3 Estudos Póstumos
5 estudos op. 10 (8, 9, 10, 11 e 12)
Scherzo nº 4
BIOGRAFIAS DOS INTÉRPRETES
PAULO SERGIO SANTOS - Clarinetista
Estudou com o professor José Botelho, na Escola Villa-Lobos e com o professor Jayoleno dos Santos na Universidade Federal do Rio de Janeiro. É clarinetista do Quinteto Villa-Lobos desde 1975. Durante 18 anos integrou a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro na função de primeiro clarinetista solista. Seu primeiro CD solo, "Segura Ele", obteve o Prêmio Sharp de 1995 na categoria Revelação. Em 2000 e 2004 foi contemplado com o Prêmio Carlos Gomes nas categorias de Melhor Conjunto Instrumental (com o Quinteto Villa-Lobos) e de Melhor Solista respectivamente. No ano de 2002 ganhou os dois mais importantes prêmios de música instrumental do Rio de Janeiro: Prêmio CARAS e Prêmio RIVAL, na categoria de melhor instrumentista, com o seu CD “Gargalhada”, juntamente com seu filho Caio Márcio e o percussionista Oscar Bolão. Com o Quinteto Villa-Lobos gravou um CD com toda a obra camerística de Heitor Villa-Lobos para instrumentos de sopro. Também com o QVL gravou o CD “Um Sopro Novo” com obras de jovens compositores brasileiros e o CD “Quintetos Brasileiros” com obras de compositores brasileiros veteranos. De suas apresentações internacionais com o QVL destacam-se o Concerto de Abertura do Ano Villa-Lobos na Europa, em Paris, o Concerto em Berlim, na Copa da Cultura em 2006 e a Turnê na América Latina em 2008. Com o compositor Guinga tem se apresentado nos últimos 15 anos em diversas cidades do Brasil e do exterior. Em 2009 apresentou um espetáculo em Paris na Maison de la Radio, com o QVL, em homenagem a Villa-Lobos.
PABLO ROSSI - Pianista
Vencedor do 1º Concurso Nacional Nelson Freire para Novos Talentos Brasileiros, em 2003, vem compondo uma história musical e artística brilhantes. Conquistou seu primeiro prêmio aos sete anos de idade, no IV Concurso Jovens Intérpretes de Lages. Desde então venceu também o Concurso Magda Tagliaferro (1998), Encuentro Internacional de Jóvenes Músicos (Córdoba/Argentina 2001) e o Concurso Internacional “Ciutat de Carlet” (Carlet/Espanha, 2002). Atuou como solista frente à Orquestra de Câmara do Kremlin, Orquestra Sinfônica de Kirov, OSESP, OSB, Orquestras Sinfônicas do Paraná, Santa Catarina, Ribeirão Preto, Sergipe e Salvador entre outras. Nos dois últimos anos, Pablo Rossi fez mais de vinte recitais na Europa, Estados Unidos e América Latina. Gravou seu primeiro CD aos 11 anos de idade, com obras de Chopin, Bartók, Schumann, Tchaikovsky, Rachmaninoff, Shostakovich e Nepomuceno. Em 2008 lançou o CD “Pablo Rossi – Live at Steinway Hall”, com obras de Mozart, Villa-Lobos, Prokofiev e Chopin – gravado ao vivo em Londres. Hoje, aos 20 anos, reside em Moscou, integrando a classe da renomada professora Elisso Virsaladze no Conservatório Tchaikovsky.
EMMANUELE BALDINI - violinista
Baldini é spalla da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e membro do Quarteto de Cordas OSESP. Venceu o primeiro concurso internacional aos 12 anos de idade e, mais tarde, o Virtuosité de Genebra e o primeiro prêmio do Fórum Junger Künstler de Viena. Apresentou-se em recitais nas principais cidades italianas e europeias e participou de longas turnês pela América do Sul, Estados Unidos, Europa, Austrália e Japão. Gravou as sonatas de Franck e Magnard; os Duetos para dois Violinos e Sonatas para Violino e Violoncelo de Viotti e um CD com obras virtuosísticas de Paganini, além das obras de Martucci e os Caprichos para Violino solo de Locatelli. Em 2007 lançou o CD “Virtuoso” com obras para violino e piano de Sarasate, Kreisler, Tartini, Mignone entre outras. Foi spalla da Orquestra do Teatro Comunale de Bolonha e do Teatro Giuseppe Verdi de Trieste, atuando também como concertino na Orquestra do Teatro alla Scala, de Milão. Como solista, tocou com orquestras como a Rundfunk Sinfonieorchester Berlin, a Orchestre de la Suisse Romande, a Wierner Kammerorchester, a Flanders Youth Philharmonic Orchestra, a Orquestra Estatal da Moldávia e a do Teatro Giuseppe Verdi de Trieste. Nascido em Trieste, Itália, iniciou os estudos de violino com Bruno Polli e em seguida aperfeiçoou-se na classe de virtuosidade de Corrado Romano em Genebra, com Ruggiero Ricci em Berlim e Salzburgo e, em música de câmara, com o Trio de Trieste e com Franco Rossi, violoncelista do Quartetto Italiano.
JOHANNES GRAMSCH – violoncelista
Nascido em Düsseldorf (Alemanha), Johannes Gramsch é desde 2003 spalla do naipe dos violoncelos da OSESP. Em sua educação musical, teve o privilégio de trabalhar com alguns dos mais importantes violoncelistas da atualidade. Após os estudos em seu país com Georg Faust (spalla de violoncelos da Filarmonica de Berlim) e com Maria Tchaikovskaja no Conservatório Tchaikovsky de Moscou, aperfeiçoou-se com grandes solistas como Natalia Gutman, Ivan Monighetti e Mischa Maisky. Como membro do Quarteto de Cordas Vieuxtemps, tocou inúmeros concertos na Europa, América do Sul, Africa do Sul e Japão e venceu o Primeiro Premio da Arthur Weinmann Competition em 1994. Desde então foi spalla dos violoncelos das orquestras Vlaams Radio Orkest, Orchestre Philharmonique Européen e Orquestra Filarmônica de Málaga. Apresentou-se como solista com a Orquestra da Radio Belga, a Duisburger Kammer Akademie, a Orquestra de Câmara Europeia, a Orquestra Estatal de Transilvânia, a Camerata Berlim, a OSESP, a Sinfônica da Radio de Thessaloniki, a Orquestra Sinfônica de Sergipe, a Orquestra Sinfônica de Santo André, entre outras. Gravou CDs em duo com o pianista Oliver Drechsel, a harpista Ulla Van Daelen e o organista Andreas Wolf. Atualmente integra o Quarteto OSESP com Emmanuele Baldini, Davi Graton e Peter Pas. Johannes Gramsch toca em um violoncelo de Frédéric Chaudière (Montpellier).
ROGÉRIO ZAGHI – pianista
Mestre em Artes pela UNICAMP e Bacharel em Piano pela FAAM. Foi vencedor de diversos concursos de piano, realizou recitais em alguns dos espaços mais prestigiados de São Paulo e, em 2009, atuou como pianista da Sala São Paulo na OSESP, nos Coros Infantil e Juvenil do Estado e na Academia da OSESP. Desde então, participa regularmente como pianista convidado, integrando a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. É professor titular de piano da FAAM e de piano e música de câmara da EMESP “Tom Jobim”. Ainda em 2010 participará da turnê européia da OSESP, de um concerto solo com a Orquestra Sinfônica de Rio Claro e finalizará a gravação de um CD intitulado Via Sacra, composto por uma série de peças de compositores brasileiros contemporâneos.
FLÁVIO AUGUSTO – pianista
Detentor de 28 primeiros prêmios em Concursos Nacionais e Internacionais de Piano, em 1988 tornou-se o primeiro brasileiro a conquistar o 1º lugar do Concurso Internacional de Piano “Villa-Lobos”, no Rio de Janeiro. Natural de Poços de Caldas (MG), iniciou seus estudos de piano aos quatro anos de idade, tendo como professores os pianistas Homero de Magalhães, Gilberto Tinetti e Myrian Dauelsberg. Concluiu os cursos de Bacharelado em Piano e Licenciatura em Música pelo Conservatório Brasileiro de Música do Rio de Janeiro; Pós-Graduação em Filosofia pela Universidade Estadual de Montes Claros, MG; e Mestrado em Piano – Práticas Interpretativas – pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Desde os treze anos, tem sido solista das principais orquestras do País. No Brasil, já se apresentou em quase todos os Estados, atuando isoladamente ou ao lado de grandes cantores e instrumentistas. No exterior, suas performances já foram vistas nos Estados Unidos,França, Alemanha, Suíça, Itália, Espanha, Portugal, Bélgica, Áustria, Finlândia, Londres, Nova Zelândia, Venezuela, Peru, Chile, Paraguai, Guatemala e Costa Rica. Em 1990, gravou seu primeiro disco com os “Prelúdios para Piano” do compositor francês Claude Debussy. Fez a primeira gravação mundial dos “50 Estudos para Piano” do compositor Johann Baptiste Cramer. É também integrante do premiado Trio Aquarius – com quem já gravou dois CDs dedicados a compositores brasileiros.
FRANCESCO LIBETTA – pianista
Aclamado pela crítica internacional, Libetta é o único pianista italiano que teve um filme dedicado a ele pelo diretor Bruno Monsaingeon. Os críticos internacionais usam termos grandiloquentes quando escrevem sobre Libetta. “É o melhor representante do gosto moderno, um mestre em todos os estilos”, diz Harold Schônerg, do New York Times. Tem participado com estrondoso sucesso de público e de crítica de festivais famosos como “La Roque d’Anthéron” na França, e recebeu prêmios das revistas francesas Diapason d'Or, Choc de Le Monde de la Musique, Raccomandé par Classique por suas gravações. De fevereiro a junho de 2010 vem gravando a obra integral pianística de Chopin, tendo já gravado Handel, Schumann, Debussy, Mozart, Liszt, Ravel e outros compositores. Sua atividade musical enriqueceu-se com a regência de orquestra (Balés como La Belle au bois dormant, O Quebra-nozes, concertos sinfônicos etc.) e como compositor. Sua ópera "O Martírio de Otranto" foi estreada no Castelo Aragonês de Otranto em agosto de 2009, sendo depois re-encenada no Auditorium da Academia Santa Cecília em Roma, além de concertos para piano e orquestra, música incidental e de câmera. Fundou a Associação Nireo, que organiza o Festival de Miami em Lecce, e assumiu a direção artística de Festival Arturo Benedetti Michelangeli em Rabbi. Em suas atividades literárias publicou diversos ensaios sobre diversos assuntos históricos e estéticos tais como a reconstrução de madrigais renascentistas e a vida musical operística no século 17. Leciona ainda no Consevatório de Lecce.
GIULIO DRAGHI - pianista
Giulio Draghi é pianista e professor adjunto de piano na Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Recebeu seu título de Doctor in Musical Arts da Universidade de Miami, em 2007, graduando-se com honras, o que lhe valeu a nomeação para a mais antiga sociedade musical americana: The Society of Pi Kappa Lambda. Giulio obteve diversos primeiros lugares em concursos nacionais, destacando-se o Concurso Nacional Centenário Essenfelder. Como solista já se apresentou com orquestras como a Orquestra Sinfônica Brasileira, Orquestra Petrobras e as Orquestras Sinfônica de Brasília, da Bahia, de Porto Alegre e do Paraná e Sinfônica do Espírito Santo. Tem se apresentado regularmente como recitalista nos Estados Unidos e Canadá. Seu repertório abrange de Bach a Sorabji, com uma especial predileção pelos compositores russos do século XIX e compositores da Escola de Weimar. Assinou a direção musical de diversos projetos no CCBB tais como Ruptura, A Guerra dos Românticos, Partidos Musicais do Século XX e Música em Conversa I e II. Acaba de lançar seu CD com obras de José Maurício Nunes Garcia, Tausig e Mussorgsky pelo selo da UFRJ. Foi convidado a se apresentar na estreia mundial da Sinfonia Fausto na versão de piano solo feita por Carl Tausig em 2011 no Festival 200 anos da American Liszt Society nos EUA.
CHOPIN INSÓLITO
Data: de 27 de julho a 17 de agosto de 2010
Local: Teatro do Centro Cultural do Banco do Brasil Brasília
Horários: 13h (entrada franca) e 21h
Ingressos: R$ 15,00 (inteira) e R$ 7,50 (meia)
Informações: (61) 3310. 7087
Assessoria de imprensa (para uso exclusivo de jornalistas): Objeto Sim
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