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Maior festival da região central do Brasil, um dos cinco maiores do Brasil, o CENA CONTEMPORÂNEA – Festival Internacional de Teatro de Brasília chega à edição de 2010 apostando na inventividade. Para isso, contará com dois espetáculos do grupo Kabia, do País Basco (este ano, a Espanha será o país homenageado, com quatro espetáculos), apontado como uma revelação pela imprensa internacional, com o talento do músico sérvio Goran Bregovic e com o trabalho do ISH Theater, um novo e intrigante grupo israelense que mistura teatro físico, clown e mímica em ritmo vertiginoso. O CENA CONTEMPORÂNEA acontece de 24 de agosto a 5 de setembro, ocupando todos os principais teatros de Brasília e a praça central do Museu Nacional da República, num grande encontro das artes cênicas com a música. A abertura será às 20h, do dia 24 de agosto, na Praça do Museu, com o espetáculo TILL – a saga de um herói torto, que marca o retorno do Grupo Galpão ao teatro de rua.
Em sua 11ª edição, o CENA vai oferecer uma programação composta de 29 espetáculos internacionais, nacionais e locais. A aposta é em jovens companhias que têm renovado a cena internacional. O Kabia foi criado como extensão da Gaitzerdi, a companhia estável de Bilbao. Tem como marca a linguagem experimental – o grupo é celebrado pela revista Artez, especializada em artes cênicas na Espanha, e seu diretor, Borja Ruiz, foi o primeiro vencedor do Prêmio Internacional Artez Blai de Investigação sobre as Artes Cênicas. Estão ainda programados trabalhos da Suíça, Chile, Cuba, Colômbia e Itália, espetáculos de várias cidades do Brasil e Brasília, num total aproximado de 25 atrações. Encerrando a festa, no dia 5 de setembro, show de Goran Bregovic e sua Orquestra para Casamentos e Funerais, ao ar livre, num grande palco montado na praça central do Museu Nacional da República. Este ano, o festival também inclui uma grande programação realizada ao ar livre, em diferentes espaços de Brasília, e batizada de Território de Risco.
Reflexões sobre o exílio, a tortura, a solidão, a violência, a guerra, produzidas em territórios que vivem cotidiano conflituoso – País Basco, Colômbia, Israel, Cuba –, revelam, sob a perspectiva teatral, o que pensam os criadores contemporâneos. O CENA tem curadoria e direção de Guilherme Reis e patrocínio da Petrobras, Ministério do Turismo, Banco do Brasil, Caixa, Funarte e GDF.
PROGRAMAÇÃO ESPETÁCULOS
TERÇA, DIA 24 DE AGOSTO
20h – Praça do Museu Nacional da República – Till - a saga de um herói torto - Grupo Galpão (MG)
22h30 – Praça do Museu: DJ Black
QUARTA, DIA 25 DE AGOSTO
19h – Teatro Garagem – Paisagem com Argonautas – Grupo Kabia (Espanha)
19h – Teatro Mosaico – Ilhar – Michelly Scanzi (DF)
20h – Praça do Museu Nacional da República – Till - a saga de um herói torto - Grupo Galpão (MG)
21h – Teatro da Caixa – Não chore – Teatro Viento de Água (Cuba)
21h – Teatro do CCBB – Neva - Teatro en el Blanco (Chile)
22h30 – Praça do Museu – Cristóbal Rey Quinteto (Chile)
23h00 – Praça do Museu – Cena Criolina – DJ Tahira (SP)
QUINTA, DIA 26 DE AGOSTO
19h – Teatro Garagem – Paisagem com Argonautas – Grupo Kabia (Espanha)
19h – Teatro Mosaico – Ilhar – Michelly Scanzi (DF)
19h – Teatro Goldoni – Terapia de Risco – Grupo S.A.I. (DF)
20h – Ministério dos Esportes – A Carta do Anjo Louco – Willian Lopes (DF)
21h – Teatro da Caixa – Não chore – Teatro Viento de Água (Cuba)
21h – Teatro do CCBB – Neva - Teatro en el Blanco (Chile)
22h – Ministério dos Esportes – A Carta do Anjo Louco – Willian Lopes (DF)
22h30 – Praça do Museu – Lançamento André Togni Trio (DF)
23h – Praça do Museu - Cena Criolina – DJ Weirdo (DF)
0h – Ministério dos Esportes – A Carta do Anjo Louco – Willian Lopes (DF)
SEXTA, DIA 27 DE AGOSTO
19h – Teatro Goldoni – Terapia de Risco – Grupo S.A.I. (DF)
19h – Teatro Mosaico – Ilhar – Michelly Scanzi (DF)
20h – Ministério dos Esportes – A Carta do Anjo Louco – Willian Lopes (DF)
20h – Teatro Funarte Plínio Marcos – Kabul – Cia Amok Teatro (RJ)
21h – Teatro do CCBB – Neva - Teatro en el Blanco (Chile)
21h – Sala Martins Penna do Teatro Nacional – Dizer chuva e que chova – Grupo Kabia (Espanha)
22h – Ministério dos Esportes – A Carta do Anjo Louco – Willian Lopes (DF)
22h30 – Praça do Museu – Pré-lançamento Jambrosia (DF)
23h – Praça do Museu – Cena Criolina – DJS Pezão e Barata (DF)
0h – Ministério dos Esportes – A Carta do Anjo Louco – Willian Lopes (DF)
SÁBADO, DIA 28 DE AGOSTO
19h – Teatro Goldoni – Terapia de Risco – Grupo S.A.I. (DF)
19h – Teatro Garagem – A Balada do Palhaço – Grupo Teatro Artes e Fatos (GO)
19h – Praça do Museu – Entrepartidas – Teatro do Concreto (DF)
20h – Teatro Funarte Plínio Marcos – Kabul – Cia Amok Teatro (RJ)
21h – Sala Martins Penna do Teatro Nacional – Dizer chuva e que chova – Grupo Kabia (Espanha)
21h – Teatro do CCBB – Abracadabra – Luiz Päetow (SP)
21h – Teatro da Caixa – Comédia dos Erros – Adriano e Fernando Guimarães (DF)
22h30 – Praça do Museu – Vavá Afiouni e Toró de Palpite (DF)
23h – Praça do Museu – Confronto Sound System (DF)
DOMINGO, DIA 29 DE AGOSTO
17h – Praça do Museu – O Filhote do Filhote de Elefante – Esquadrão da Vida (DF)
19h – Teatro Garagem – A Balada do Palhaço – Grupo Teatro Artes e Fatos (GO)
19h – Praça do Museu – Entrepartidas – Teatro do Concreto (DF)
21h – Teatro do CCBB – Abracadabra – Luiz Päetow (SP)
20h – Teatro da Caixa – Comédia dos Erros – Adriano e Fernando Guimarães (DF)
20h – Sala Martins Penna do Teatro Nacional – Dizer chuva e que chova – Grupo Kabia (Espanha)
20h – Teatro Funarte Plínio Marcos – Kabul – Cia Amok Teatro (RJ)
22h30 – Praça do Museu – Oswaldo Amorim e Paulo André Tavares (DF)
23h – Praça do Museu – Encontro de DJs – DJ Gás (DF)
SEGUNDA, DIA 30 DE AGOSTO
16h30 e 17h30 – Praça do Museu – Território de Risco – Céu de Barro – Grupo Sutil Ato (DF)
19h – Teatro Mosaico – O Cabaré das Donzelas Inocentes – Murilo Grossi e William Ferreira (DF)
19h – Sala Multiuso 508 Sul – Canção pra Dançar sem Par – Andréa Alfaia e Arthur Tadeu Curado (DF)
19h – Teatro Goldoni – Desavergonhada! – Anita Mosca (Espanha)
20h – Praça do Museu – Entrepartidas – Teatro do Concreto (DF)
21h – Teatro do CCBB – Abracadabra – Luiz Päetow (SP)
23h – Praça do Museu – Cena Criolina – DJ Komba (DF)
TERÇA, DIA 31 DE AGOSTO
17h30 – Praça do Museu – Território de Risco – Céu de Barro – Grupo Sutil Ato (DF)
19h – Teatro Mosaico – O Cabaré das Donzelas Inocentes – Murilo Grossi e William Ferreira (DF)
19h – Teatro Garagem – A Dona da História – Trup Errante & Pé Nu Palco (PE)
19h – Sala Multiuso 508 Sul – Canção pra Dançar sem Par – Andréa Alfaia e Arthur Tadeu Curado (DF)
19h – Teatro Goldoni – Desavergonhada! – Anita Mosca (Espanha)
20h – Praça do Museu – Entrepartidas – Teatro do Concreto (DF)
20h – Teatro Funarte Plínio Marcos – Tecendo Fios de Éter – Cia Fios de Éter (DF)
21h – Teatro da Caixa – Odysseus Chaoticus – ISH Theater (Israel)
21h – Sala Martins Penna do Teatro Nacional – El Jardin Del Mundo – Las 4 Esquinas (Espanha)
22h30 – Praça do Museu – Genil Castro (DF)
23h – Praça do Museu – Cena Criolina – DJ A (DF)
QUARTA, DIA 1º DE SETEMBRO
18h30 – Cine Drive In – Território de Risco/A Incrível História do Monstro do Lago Paranoá – S.A.I. – Setor de Áreas Isoladas (DF)
19h – Praça do Museu – Entrepartidas – Teatro do Concreto (DF)
19h – Teatro Mosaico – O Cabaré das Donzelas Inocentes – Murilo Grossi e William Ferreira (DF)
19h – Teatro Garagem – A Dona da História – Trup Errante & Pé Nu Palco (PE)
20h – Teatro Funarte Plínio Marcos – Tecendo Fios de Éter – Cia Fios de Éter (DF)
21h – Teatro da Caixa – Odysseus Chaoticus – ISH Theater (Israel)
21h – Sala Martins Penna do Teatro Nacional – El Jardin Del Mundo – Las 4 Esquinas (Espanha)
21h – Teatro do CCBB – In on It – Enrique Diaz (RJ)
23h – Praça do Museu – Cena Criolina – DJ Drezin (DF)
QUINTA, DIA 2 DE SETEMBRO
17h – Cine Brasília – Território de Risco/Cine Açúcar: Movie about the city – Teatro de Açúcar (DF)
17h30 – Torre de TV – Território de Risco/Mirante – Teatro do Concreto (DF)
18h30 – Cine Drive In – Território de Risco/A Incrível História do Monstro do Lago Paranoá – S.A.I. – Setor de Áreas Isoladas (DF)
19h – Teatro Garagem – A Dona da História – Trup Errante & Pé Nu Palco (PE)
19h30 – Teatro II CCBB – Dulce (RJ)
20h – Pavilhão de Vidro CCBB – Memória da Cana – Os Fofos Encenam (SP)
21h – Teatro da Caixa – Odysseus Chaoticus – ISH Theater (Israel)
21h – Sala Martins Penna do Teatro Nacional – El Jardin Del Mundo – Las 4 Esquinas (Espanha)
21h – Teatro do CCBB – In on It – Enrique Diaz (RJ)
22h – Praça do Museu – Coisas de Mulher – As Caixeiras Cia de Bonecas (DF)
22h30 – Praça do Museu – Banda Sacassaia (DF)
23h – Cena Criolina – Encontro de DJs – DJ Oops (DF)
SEXTA, DIA 3 DE SETEMBRO
17h – Cine Brasília – Território de Risco/Cine Açúcar: Movie about the city – Teatro de Açúcar (DF)
17h30 – Torre de TV – Território de Risco/Mirante – Teatro do Concreto (DF)
18h30 – Cine Drive In – Território de Risco/A Incrível História do Monstro do Lago Paranoá – S.A.I. – Setor de Áreas Isoladas (DF)
19h30 – Teatro II CCBB – Dulce (RJ)
20h – Pavilhão de Vidro CCBB – Memória da Cana – Os Fofos Encenam (SP)
20h – Teatro Funarte Plínio Marcos – O Beijo – Cia Nova Dança 4 (SP)
21h – Teatro da Caixa – A Galinha Cega – Gassho Teatro (Colômbia)
22h – Praça do Museu – Coisas de Mulher – As Caixeiras Cia de Bonecas (DF)
22h30 – Praça do Museu – Vanja Santos (Brasil/Dinamarca)
23h – Cena Criolina – DJs Chicco Aquino e Wash (DF)
SÁBADO, DIA 4 DE SETEMBRO
17h – Teatro CCBB – Fedegunda – Karen Acioly (RJ)
17h – Cine Brasília – Território de Risco/Cine Açúcar: Movie about the city – Teatro de Açúcar (DF)
17h30 – Torre de TV – Território de Risco/Mirante – Teatro do Concreto (DF)
19h30 – Teatro II CCBB – Dulce (RJ)
19h – Teatro Goldoni – As Terras de Alvargonzález – Abel Viton (Espanha)
19h – Teatro Garagem – A Cela - Jean-Jacques Mutin (DF)
20h – Pavilhão de Vidro CCBB – Memória da Cana – Os Fofos Encenam (SP)
20h – Teatro Funarte Plínio Marcos – O Beijo – Cia Nova Dança 4 (SP)
21h – Teatro da Caixa – A Galinha Cega – Gassho Teatro (Colômbia)
21h – Sala Martins Penna do Teatro Nacional – Lonesome Cowboy – Cia Philippe Saire (Suíça)
22h30 – Praça do Museu – Antonio Nóbrega e Septeto (SP)
23h – Praça do Museu – Sistema Criolina (DF)
DOMINGO, DIA 5 DE SETEMBRO
17h – Teatro CCBB – Fedegunda – Karen Acioly (RJ)
17h – Praça do Museu – Roda de Samba: Sérgio Magalhães (DF)
19h – Praça do Museu – Goran Bregovic e Orquestra para Casamentos e Funerais (Sérvia)
19h30 – Teatro II CCBB – Dulce (RJ)
19h – Teatro Garagem – A Cela - Jean-Jacques Mutin (DF)
20h – Teatro da Caixa – A Galinha Cega – Gassho Teatro (Colômbia)
20h – Sala Martins Penna do Teatro Nacional – Lonesome Cowboy – Cia Philippe Saire (Suíça)
ESPETÁCULOS INTERNACIONAIS
PAISAGEM COM ARGONAUTAS (Paisaje con Argonautas) – Espanha
KABIA - Espacio de Investigación Dramática de Gaitzerdi Teatro
Inspirado em texto de Heiner Müller sobre os argonautas e em poema de Walter Benjamin sobre um anjo pego pelo vento, o espetáculo marca a estréia de KABIA - Espaço de Investigação, surgido em 2006 dentro de Gaitzerdi Teatro. KABIA é o braço experimental do Gaitzerdi, uma companhia teatral de Bilbao, criada em 1988 e que tem recebido excelentes críticas na imprensa espanhola.
Direção: Borja Ruiz
Intérprete: Juana Lor
NÃO CHORe (No vayas a llorar) - Cuba
Teatro Viento de Agua
Cidadãos decididos a abandonar Cuba seqüestram várias embarcações. Quem se aproxima naqueles dias do litoral norte do país pode ver como se afastam da costa, uma após outra, as mais insólitas embarcações. Montagem do Teatro Viento de Agua, criado em 1998, como espaço-laboratório destinado a experimentar linguagens.
Direção: Boris Villar
Elenco: Maribel Barrios e Antoine Villar Barrios
DIZER CHUVA E QUE CHOVA (Decir lluvia y que llueva) – Espanha
KABIA - Espacio de Investigación Dramática de Gaitzerdi Teatro*
Espetáculo com dramaturgia de Borja Ruiz e livremente inspirado no imaginário poético de Joseba Sarrionaindia, conhecido como Sarri, poeta e filólogo basco, autor de vários livros de poesia, ensaios, contos e novelas. Está no palco um mundo profundamente Beckettiano e de grande teatralidade.
Direção: Borja Ruiz
Elenco: Juana Lor, Iosu Florentino, Ane Pikaza, Joseba Uribarri, Karol Benito, Yolanda Bustillo
Neva - Chile
Teatro en el Blanco
Espetáculo que coloca em cena os ensaios para uma encenação, NEVA é baseado em personagens reais. Escrita e dirigida por Guillermo Calderón, estabelece uma situação irônica e por vezes hilária, em discussões sobre técnica de atuação, teatro e contexto históricos. A companhia Teatro em El Blanco foi criada em 2004 e integra quatro atores com mais de dez anos de trajetória no Chile.
Elenco: Ingrid Isensee, Trinidad González, Jorge Eduardo Becker
DESAVERGONHADA! (La svergognata) - Itália
Anita Mosca
Livremente inspirado no romance A desavergonhada, da mais conhecida escritora palestina, Sahar Khalifeh, o espetáculo fala dos conflitos gerados pela condição de submissão da mulher. O livro é ambientadona Palestina dos anos sessenta, mas a atriz e diretora Anita Mosca transferiu a ação para o sul da Itália, numa mostra de que as dores e as loucuras que assolam o universo feminino não respeitam fronteiras geográficas. Pelo espetáculo, a atriz recebeu o Premio Girulà de Melhor Atriz em 2008, o maior dado aos profissionais do teatro em Nápoles.
Direção, dramaturgia e atuação: Anita Mosca
Participação especial: Denilson Silva (bailarino, coreógrafo e pesquisador de Tango)
Duração: 60 min
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 16 ANOS
O JARDIM DO MUNDO (El jardín del mundo)- Espanha
Creaciones Artísticas Las Cuatro Esquinas
O espetáculo trata do tema da tortura, colocando em cena quatro personagens: a vítima, o verdugo, o indiferente e o Anjo. A obra é construída sobre a poesia de Walt Whitman e sobre testemunhos reais de vítimas, torturadores, médicos, psicólogos. Como inspiração, o livro A morte e a donzela, de Ariel Dorfman. Com o espetáculo, a Cia Las Cuatro Esquinas conquistou a crítica espanhola, inserindo-se como uma companhia de ponta do teatro na Espanha.
Direção e dramaturgia: Memé Tabares
Elenco: Esteban G. Ballesteros, Francisco Blanco e Maite Vallecillo
Odysseus Chaoticus - Israel
ISH Theater
Criação original de três grandes clowns e criadores: Fyodor Makarov, membro da mitológica trupe de Slava Polunin, Yolana Zimmerman ("Scandal Clowns", "La Gazetta") e Noam Rubinstein, criador, ator, músico, escritor, membro do grupo Clipa Theater. Trata-se de um fantástico show de cabaré, no qual partes da narrativa mitológica da Odisséia, de Homero, são costuradas com a história de uma excêntrica família italiana.
Direção: Masha Nemirovsky
Dramaturgia e interpretação: Fyodor Makarov, Yolana Zimmerman, Noam Rubinstein
AS TERRAS DE ALVARGONZÁLEZ (Las tierras de Alvargonzález) - Espanha
Centro Dramático Nacional e Geografías Teatro
Inspirado no conto publicado pelo poeta espanhol Antonio Machado (1875-1939) sobre a lenda de Alvargonzález, que fala de uma jovem violentada depois de morta, e o encontro que ele teve com um camponês que lhe contou a história da família de Alvargonzález, sobre um proprietário de terras que é morto por seus próprios filhos ambiciosos. Encenação circular, com projeção de imagens.
Direção: Jeannine Mestre
Elenco: Abel Vitón
A GALINHA CEGA (La gallina ciega) - Colômbia
Corporación Gassho
A história de uma menina cheia de sonhos que descobre que a realidade é bem mais pesada do que sua vida imaginada em cor de rosa. Mas ela não quer desistir do sonho de ser feliz. Um espetáculo visualmente impactante (objetos com luz própria, vestuário que se transforma) e efeitos sonoros carregados de humor negro. Gallina Ciega é nome de uma brincadeira infantil, conhecida no Brasil como “cabra cega”. Em cena, Constanza Duque, atriz de destaque da televisão e do cinema colombianos.
Dramaturgia e direção: Ana Toro
Elenco: Constanza Duque
SOLITÁRIO COWBOY (Lonesome Cowboy) - Suíça
Cie Philippe Saire
Com seus dançarinos, o coreógrafo suíço Philippe Saire questiona a identidade masculina, explorando de maneira lúdica o comportamento individual e grupal. Através de um jogo com códigos bem definidos, eles exploram os conceitos de trabalho em equipe, solidariedade, confronto, reconciliação, pertencimento a um grupo, aceitação de riscos, etc.
Coreografia: Philippe Saire (com a colaboração dos dançarinos)
Elenco: Philippe Chosson, Pablo Esbert Lilienfeld, Matthieu Guénégou, Michaël Henrotay Dalaunay, Richard Kaboré, Mike Winter
ESPETÁCULOS NACIONAIS
Till - a saga de um herói torto
GRUPO GALPÃO
Till é o típico anti-herói cheio de artimanhas e dotado de um irresistível charme. A montagem foi escolhida a partir de workshops realizados pelo Galpão, com apresentações abertas ao público. Num mundo em que é cada vez mais marcante a presença dos excluídos e dos desprovidos de qualquer suporte material, a parábola das aventuras do anti-herói Till Eulenspiegel torna-se de uma atualidade inquietante. O espetáculo representa a volta do Grupo Galpão ao teatro de rua e suas formas de representação popular.
Texto: Luis Alberto Abreu
Direção: Júlio Maciel
Elenco: Antonio Edson, Arildo de Barros, Beto Franco, Chico Pelúcio, Eduardo Moreira, Inês Peixoto, Lydia Del Picchia, Simone Ordones e Teuda Bara
Kabul
Cia Amok Teatro
Kabul é um espetáculo sobre a guerra, vista através da intimidade de dois casais afegãos que refletem o martírio de uma nação traumatizada por vinte anos de violência e entregue à tirania dos fundamentalistas. Criação livremente inspirada no livro As Andorinhas de Cabul, do escritor argelino Yasmina Kadra, e na imagem real de uma mulher coberta com uma burca azul, sendo executada publicamente no estádio de Cabul, em novembro de 1999.
Texto: Ana Teixeira e Stephane Brodt
Direção: Ana Teixeira
Elenco: Fabiana de Mello Souza, Stephane Brodt, Kely Brito e Marcus Pina
A BALADA DO PALHAÇO
Grupo de Teatro Artes & Fatos (GO)
Escrita por Plínio Marcos no leito de um hospital, depois de o autor ter sofrido um ataque cardíaco, A BALADA DO PALHAÇO coloca em cena um universo abrangente de personagens, tendo como porta-voz dois palhaços, Bobo Plin e Menelão, este último dono de um circo decadente, mas única fonte de sobrevivência para os dois. O texto traz à tona os conflitos que impulsionam as relações humanas.
Direção: Danilo Alencar
Atores: Edson de Oliveira e Bruno Peixoto
Produção: Grupo Arte & Fatos
ABRACADABRA
Luiz Päetow
Espetáculo-solo, ABRACADABRA foi escrito, dirigido e é interpretado por Luiz Päetow (vencedor do Prêmio Shell 2009 de iluminação por Music-Hall). Trata-se de um monólogo sem uma história ou um personagem fixo, que se altera na medida da interação com a platéia e dos questionamentos levantados durante a encenação. Um número restrito de espectadores recebe lanternas e se torna responsável por aquilo que todos irão enxergar.
Texto, direção e interpretação: Luiz Päetow
in on it
ENRIQUE DIAZ
Dois atores interpretam dez personagens, em três planos. No primeiro, dois homens discutem sobre um texto teatral escrito por um deles – e que evidencia uma relação afetiva entre eles, no passado. No segundo, a representação da peça propriamente dita. E o terceiro com vários momentos da relação dos dois que são revividos e analisados. O espetáculo foi vencedor dos Prêmios Shell em São Paulo e no Rio de Janeiro, para melhor ator (Fernando Eiras) e melhor direção (Enrique Diaz). Também foi premiado pela APTR, por melhor espetáculo, melhor direção e melhor ator (dividido entre Fernando Eiras e Emílio de Mello).
De: Daniel MacIvor
Direção: Enrique Diaz
Elenco: Emílio de Mello e Fernando Eiras
A Dona da História
TRUP ERRANTE & PÉ NU PALCO GRUPO DE TEATRO (Petrolina)
Uma história, duas atrizes, a mesma mulher. Uma no passado e a outra no futuro. E o mais engraçado é que elas conversam, trocam conselhos, discutem escolhas, traçam possibilidades novas para as “suas histórias”. Esse encontro inusitado entre os sonhos da juventude e a nostalgia na maturidade é o mote do texto de João Falcão - uma deliciosa reflexão sobre as realizações, os sonhos, o amor e a felicidade. Espetáculo premiado pela associação de críticos de Pernambuco, como melhor espetáculo e atriz revelação (para Raphaela de Paula).
Texto: João Falcão
Direção, Arte Gráfica, Cenário, Figurino e Desenho: Thom Galiano
Atuação: Cátia Cardoso e Raphaela de Paula
Memória da Cana
Os Fofos Encenam
Adaptação de Álbum de Família, do pernambucano Nelson Rodrigues, o espetáculo fala sobre uma tragédia incestuosa numa família nordestina. A montagem foi consagrada pelo mais recente Prêmio Shell de Teatro, em São Paulo. MEMÓRIA DA CANA tinha o maior número de indicações, concorrendo por direção, cenário, figurino e iluminação. Levou as duas primeiras.
Texto: Nelson Rodrigues
Direção e Adaptação: Newton Moreno
Elenco de atores-criadores: Carlos Ataíde, Kátia Daher, Luciana Lyra, Paulo de Pontes, Marcelo Andrade e Viviane Madureira
DULCE
Espetáculo resultado de um período de residência de artistas do Brasil (Michel Blois e Thiare Maia) e de Portugal (Flávia Gusmão e Nuno Gil), trabalhando uma dramaturgia comum, inspirada no universo literário de Ingmar Bergman, Sarah Kane e Antonio Lobo Antunes. A peça se passa durante um jantar para dois casais.
Elenco: Michel Blois, Thiare Maia, Nuno Gil e Flávia Gusmão
Supervisão: Fernanda Félix
O beijo
Cia. Nova Dança 4 (SP)
Segundo movimento da trilogia “Influência”, que já produziu Primeiros Estudos sobre os movimentos de Steve Paxton. Para montar “O Beijo”, a companhia estudou trabalhos do cineasta e crítico francês François Truffaut (De Repente Num Domingo), do escritor Edgar Allan Poe (Os Crimes da Rua Morgue), do dramaturgo e escritor irlandês Samuel Beckett (Todos os Que Caem) e do dramaturgo e escritor brasileiro Nelson Rodrigues (Vestido de Noiva e O Beijo no Asfalto).
Concepção e direção geral: Cristiane Paoli Quito
Elenco: Alex Ratton Sanchez, Cristiano Karnas, Diogo Granato, Érika Moura, Gisele Calazans, Lívia Seixas, Tica Lemos.
FEDEGUNDA
DE KAREN ACIOLY – INFANTIL (RJ)
Era uma vez uma jovem que descobre ter perdido o coração. Em sua busca por resgatá-lo, inicia uma peregrinação através do Mar, do Tempo, do Vento e do Desejo. Esse é o enredo da ópera franco-brasileira Fedegunda. Esta 29ª peça de Karen Acioly é resultado de um work in progress realizado em 2008 no 6º Festival Intercâmbio de Linguagens (FIL). Para este espetáculo, ela reuniu um elenco formado por atores-cantores com larga experiência na interpretação de musicais.
Texto e direção: Karen Acioly
Elenco: Camilla Caputti, Jules Vandystadt, Jonas Hammar, Cristiano Penna e Wladimir Pinheiro e Beto Serrador
SHOW DE ENCERRAMENTO
Goran Bregovic
& THE Wedding and Funeral Orchestra
Dia 5 de setembro – 17h – Praça do Museu Nacional da República
Um dos maiores nomes da música dos Bálcãs, Goran Bregović é um músico e compositor sérvio-bósnio que toca uma mistura entre ritmos tradicionais da música da Sérvia e arranjos modernos e pop. Ele nasceu no dia 22 de março de 1950 em Sarajevo, na República da Bósnia e Herzegovina, então parte da Iugoslávia. Tornou-se famoso como líder da banda Bijelo Dugme e como compositor de trilhas sonoras para cinema (destacando-se os trabalhos para Emir Kusturica). As músicas que compôs para Kusturica funcionaram como rampa de lançamento para a carreira do cantor e compositor.
Filho de um pai croata e uma mãe sérvia, Goran Bregovic nasceu em Sarajevo, é casado com uma bósnia mulçumana. Sua música tem enorme influência cigana: “uma música moderna que reúne fusões diversas e que espelha o ecletismo natural da sua cultura”. Entre versões de temas tradicionais e composições originais, Bregovic funde as fanfarras ciganas dos Bálcãs com o rock, os maravilhosos coros femininos da Bulgária à música ligeira italiana. Bregovic alterna loucura cigana com momentos quase eruditos e umas pitadas de rock. É popularíssimo em toda a Europa, destacando-se como um dos mais marcantes músicos europeus da atualidade.
MAIS INFORMAÇÕES: WWW.cenacontemporanea.com.br
*Os ingressos para o CENA CONTEMPORÂNEA – FESTIVAL INTERNACIONAL DE TEATRO DE BRASÍLIA estão à venda em bilheterias de venda centralizada no Teatro Nacional (sala Villa-Lobos) e na Caixa Cultural ou através do site www.ingressorapido.com.br
Inteira: R$ 16,00 (todos os teatros, menos o CCBB) e R$ 15,00 (CCBB)
Meia: R$ 8,00 (todos os teatros, menos o CCBB) e R$ 7,50 (CCBB)
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Cena Contemporânea na rua – a arte invade o concreto
No alto do Ministério dos Esportes, um homem de terno e gravata se equilibra à beira do prédio com uma maleta na mão. A princípio, parece um suicídio. Ele se joga, mas uma corda o prende pelas costas. Com o auxílio de técnicas verticais e mecânicas de montagem em rapel, o dramaturgo, ator e diretor Willian Lopes é o responsável pela performance em que encarna um engravatado que rasga suas roupas para revelar sua verdadeira identidade. Trata-se de A Carta do Anjo Louco (DF), um dos espetáculos a céu aberto que fazem parte da programação do CENA CONTEMPORÂNEA – Festival Internacional de Teatro de Brasília e preparam cenas inusitadas aos olhos de quem passar pela cidade, no período de 24 de agosto a 5 de setembro.
Para além dos palcos dos principais teatros de Brasília, o CENA CONTEMPORÂNEA ocupa ruas, praças e outros espaços públicos da cidade com vasta programação gratuita oferecida ao ar livre. Espetáculos de teatro, grandes shows como o do sérvio Goran Bregovic e a estreia da mostra TERRITÓRIO DE RISCO acentuam a popularidade do tradicional festival e sua intenção de aproximar a arte do público que circula por pontos estratégicos da capital brasileira, como a Praça do Museu Nacional, Rodoviária, Torre de TV, Cine Brasília e Cine Drive In.
A partir desta edição, o Cena Contemporânea apresenta a mostra TERRITÓRIO DE RISCO, espaço destinado a trabalhos em processo de nascimento. A calçada será palco para experiências que investigam as fronteiras entre as linguagens artísticas e evidenciam a perspectiva de um trabalho em construção. Cinco coletivos teatrais do Distrito Federal, reunidos no projeto “50 em 05”, participam da ação com o objetivo de experimentar as interfaces entre teatro, performance e intervenção urbana.
Na Praça do Museu Nacional da República, democrático espaço de convivência no coração da capital, uma série de espetáculos teatrais abertos e o projeto “Ponto de Encontro”, com shows e DJs, reúnem a diversidade de espectadores que o Cena Contemporânea recebe até 5 de setembro. Entre os destaques, o Grupo Galpão abre a programação no dia 24 de agosto, às 20h, com a comédia Till – a saga de um herói torto. O espetáculo marca o retorno da companhia mineira às suas origens ligadas ao teatro popular e de rua.
PROGRAMAÇÃO CENA NA RUA
Dias 24 e 25 de agosto, às 20h – Praça do Museu Nacional da República
Till - a saga de um herói torto
GRUPO GALPÃO
Till é o típico anti-herói cheio de artimanhas e dotado de um irresistível charme. Um personagem encontrado em várias culturas, que se assemelha muito ao nosso Macunaíma ou Pedro Malasartes. Um dia, na eternidade, o Demônio aposta com Deus que se tirasse do homem algumas qualidades, ele cairia em perdição. Deus, aceitando o desafio, resolve trazer ao mundo a alma de Till. Vivendo em uma Alemanha miserável, povoada de personagens grotescos e espertalhões, logo de início nosso protagonista é abandonado em meio ao frio e à fome e descobre que a única maneira de sobreviver naquele lugar é se tornar ainda mais esperto e enganador.
Texto: Luis Alberto Abreu
Direção: Júlio Maciel
Elenco: Antonio Edson, Arildo de Barros, Beto Franco, Chico Pelúcio, Eduardo Moreira, Inês Peixoto, Lydia Del Picchia, Simone Ordones e Teuda Bara
Duração: 90 min
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: LIVRE
Dias 26 e 27 de agosto, às 20h, 22h e 0h – Ministério dos Esportes
A CARTA DO ANJO LOUCO
Willian Lopes (DF)
Um homem de terno e gravata, segurando uma maleta, aparece de pé no alto de um edifício se equilibrando à beira do precipício. A princípio uma cena típica de suicídio. Ele se joga... mas uma corda o prende pelas costas. Sua maleta se abre e dela caem folhas brancas. Inesperadamente, ele desce pela parede, lenta e suavemente. Neste percurso, rasga suas roupas revelando sua verdadeira identidade: O Bobo da Corte, o palhaço, o coringa, o louco, que vem trazendo uma carta. A revelação do conteúdo desta carta será feita através de imagens que integram movimentos acrobáticos, projeções, animações em vídeo, música e efeitos sonoros.
No segundo semestre de 2008 o artista brasiliense Willian Lopes foi contemplado em primeiro lugar da região Centro-Oeste, com o projeto “A Carta do Anjo Louco”, dentro programa de bolsas criação da FUNARTE. Com a premiação, o artista se mudou pra São Paulo, em 2009, onde durante um ano estudou, criou, desenvolveu a obra. Trabalhando em parceria com o Grupo Ares Ateliê de performances realizou diversas apresentações no Teatro Mars, Virada Cultural, SESC e Centro de Memória do Circo de São Paulo.
Texto, direção e interpretação: Willian Lopes
Duração: 15 min
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: LIVRE
Dias 28 e 29 de agosto, às 19h, e de 30 a 1º de setembro, às 20h – Saída na Praça do Museu
ENTREPARTIDAS
Teatro do Concreto (DF)
Ao cair da noite, com a cidade em seu habitual movimento, se dá o início de uma jornada por diversos espaços públicos da cinqüentenária Brasília. A bordo de um ônibus, a platéia é levada a conhecer e vivenciar sete histórias de Amor e Abandono que se cruzam na fragmentada estrutura da sociedade contemporânea. A Rodoviária, um bar, o coreto de uma praça, uma casa, uma faixa de pedestre e o próprio ônibus são os cenários onde personagens, que se equilibram no fio do tempo e nos lembram que a vida se realiza no encontro com o outro, irão expor suas relações afetivas.
O espetáculo é resultado de dois anos de pesquisas do Teatro do Concreto sobre o tema Amor e Abandono.
Direção de Francis Wilker
Duração: 2h30min
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 16 ANOS
Dia 29 de agosto, às 17h – Praça do Museu Nacional da República
O FILHOTE DO FILHOTE DE ELEFANTE
Esquadrão da Vida (DF)
A peça é uma adaptação do entreato da obra Um Homem é um Homem, do dramaturgo alemão Bertolt Brecht, feita pelo fundador do Esquadrão da Vida (EV), Ary Pára-Raios, e abre para o grupo a possibilidade de uma linha de trabalho renovada em apresentação de textos teatrais na rua. Uma peça dentro de uma peça. A trama apresenta o cotidiano de uma trupe teatral que tenta finalizar uma montagem e oferece ao público uma amostra do processo de trabalho artístico, com a construção e modificação da realidade em obra conjunta de criação social.
O espetáculo representa um desafio físico para os seis atores que integram a trupe do Esquadrão da Vida, grupo que atua há três décadas em Brasília. É uma comemoração, um processo de resgate da história da companhia, ao mesmo tempo em que renova sua linguagem e sua pesquisa.
Direção: Maíra Oliveira
Com os atores-músicos-acrobatas: Caísa Tibúrcio, Gabriel Preusse, Joana Vieira, Maíra Oliveira, Rosana Loren e Vinícius Santana.
Figurino/Cenário: Nina Coimbra e grupo.
Duração: 45 min
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: LIVRE
Dias 2 e 3 de setembro, às 22h – Praça do Museu Nacional
COISAS DE MULHER
As Caixeiras – Cia de Bonecas
Espetáculo criado a partir de investigações sobre o universo feminino. Quatro estórias diferentes são apresentadas em quatro caixas que revelam algumas das diversas faces da mulher. Cada caixa é vista por um único espectador por vez e manipulada por uma única bonequeira. Cada estória tem cerca de 2 minutos de duração. Estão representados os contos:
O Vestido (inspirado no poema de Carlos Drummond de Andrade sobre o drama de uma mulher que se depara com as memórias de um amor perdido), Priscila, a perereca (baseado em uma história em quadrinhos que narra o encontro de uma perereca com um belo desconhecido), Ataque de nervos (a história de uma mulher estressada com as agruras do seu cotidiano) e Mensagem (inspirada em conto de Eduardo Galeano, leva o espectador a participar da trama por meio de um convite feito pela cigana).
As Caixeira Cia de Bonecas nasceu em 2007, com a proposta de trabalhar a técnica do teatro Lambe-Lambe de animação. Em caixas escuras, são encenadas peças de curta duração, tendo pequenos bonecos como personagens, manipulados por bonequeiros para um espectador de cada vez. É inspirado nas câmeras dos antigos fotógrafos lambe-lambe. Atualmente, existem mais de 50 artistas e grupos de teatro que atuam nesta linha no Brasil.
Bonequeiras: Amara Hurtado, Jirlene Pascoal, Mariana Baeta e Moema Becker
Bonecos e cenografia: As Caixeiras – Cia. de bonecas
Trilhas-sonoras: Kiko Freitas e Mariana Baeta
Duração: 60 min
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 ANOS
TERRITÓRIO DE RISCO
traço-esboço-delineamento-possibilidade-perigo-experiência
Projeto 50 em 05
Cinco coletivos teatrais do Distrito Federal reunidos com o objetivo de experimentar as interfaces entre teatro, performance e intervenção urbana. O tema que motiva os cinco trabalhos resultantes dessa experiência são os 50 anos de Brasília, expressos de acordo com os pontos de vista e linguagens de cada grupo. O projeto é apoiado pelo FAC.
29/8 às 21h30, 22h30 e 23h30 - Museu Nacional da República
Cubo
Cia. B de Teatro e Mesa de Luz (DF)
A Companhia B de Teatro convidou para construir este espetáculo o grupo Mesa de Luz, que trabalha com apresentação audiovisual performática, que também pode ser chamada de cinema ao vivo. Um trabalho em tempo real com composição de sonoplastia, captação e edição de vídeo, manipulação de objetos numa mesa de luz e atuação. A parceria entre os dois grupos possibilita o cruzamento da técnica de cinema ao vivo já elaborada pelo Mesa de Luz, com o trabalho das atrizes da Cia. B de Teatro. A partir deste suporte criamos pequenas dramaturgias para contar como é viver nesta Brasília de 50 anos, abordando temas como solidão, arquitetura, seca, o inchaço da cidade, entre outros.
Concepção: Cia B de Teatro e Mesa de Luz
Composição e sonoplastia ao vivo: Tomás Seferin
Captação e edição de vídeo ao vivo: Hierônimos do Vale
Manipulação de objetos: Marta Mencarini
Atuação: Ludmilla Valejo, Giselle Nirenberg e Tatiana Bittar
Produção: Cia B de Teatro e Mesa de Luz
Duração: 30 minutos
Classificação: Livre
Dia 30/8 às 16h30 e 17h30 e 31/8 às 17h30 - Museu Nacional da República
Céu de Barro
Grupo Sutil Ato (DF)
“Desterrar o humano desse barro todo, desse cotidiano que suja todo branco sonho aos olhos de tanto céu, é emigrar desejos, distâncias, utopias e tempos".
Dramaturgia / Direção e Iluminação - Grupo Sutil Ato
Orientação de dramaturgia - Jonathan Andrade
Direcionamento do processo criativo - Márcia Lusalva e Jonathan Andrade
Elenco - Catarina Melo, Jonathan Andrade, Micheli Santini e Núbia Karollyna
Produção - Daniella dos Anjos
Figurino e Cenografia - Jonathan Andrade, Marley Oliveira e Vitória Biagiolli
Duração: 30 minutos
Classificação: Livre
Dias 01, 02 e 03/09, às 18h - Cine Drive In
A Incrível História do Monstro do Lago Paranoá
S.A.I - Setor de áreas Isoladas (DF)
Inspirada na excêntrica estética de Afonso Brazza, o grupo narra, a partir da linguagem teatral e audiovisual, a incrível história do monstro do lago Paranoá. É a partir dessa épica história surreal que o grupo revela os mistérios de um dos maiores símbolos de Brasília.
Texto: S.A.I
Direção: Diego Bresani e Rodrigo Fischer
Elenco: Ada Luana, Camila Meskel, Diego Bresani, Eduardo Dutra, Gabriel F. Calonge, Joabe Coelho, Juliana Menezes, Rodrigo Fischer e Taís Felipe
Iluminação: Diego Bresani
Cenário e Figurino: S.A.I e Caixa Cênica
Criação Audiovisual: Fernando Gutiérrez
Duração: 40 minutos
Classificação: 14 anos
Dias 02, 03 e 04, às 17h - Cine Brasília (106/107 Sul)
Cine Açúcar: Movie about the city
Teatro de Açúcar (DF)
O Teatro de Açúcar apresenta a coletânea Cine Açúcar. O novo espetáculo do Teatro de Açúcar não é uma peça sobre Brasília. Movie about the city, da coleção de espetáculos “Cine Açúcar” utiliza-se da estética cinematográfica para mostrar a influência da cidade sobre os indivíduos, o tédio, o fracasso, e o peso que significa dormir e acordar todos os dias num lugar que devora os seus habitantes.
Texto e Direção: Gabriel F. Calonge e Marco Michelângelo
Assistente de Direção: Igor Calonge
Elenco: Gabriel F. Calonge, Marco Michelângelo, Thaisa Taguatinga
Cenografia e Figurinos: Gabriel F. Calonge e Marco Michelângelo
Confecção cenográfica: Tony Michelângelo
Objetos: Igor Calonge
Assistentes de Palco e Produção: Gercy Fernandes e Lucas Magalhães
Produção: Teatro de Açúcar
Duração: 50 minutos
Classificação: 14 anos
Capacidade de público: 50 pessoas
Dias 02, 03 e 04, às 17h30 - Torre de TV
Mirante
Teatro do Concreto (DF)
A criação do Teatro do Concreto partiu da investigação de diferentes espaços que dialogam com o imaginário de Brasília: UnB, Vale do Amanhecer, Torre de TV, Galeria dos Estados e Ermida Dom Bosco. Esses espaços foram explorados na perspectiva de geradores de dramaturgia, e as suas “falas” resultaram nas performances e intervenções cênicas que ocuparão a Torre de TV de Brasília.
Ao reler a cidade como texto, instalam-se no espaço situações de encontro e elementos que discutem sua geografia, suas relações, suas proximidades e distâncias, seus encontros e desencontros. A cidade e seu céu, desejos, símbolos e seus mortos. A cidade e sua memória. A cidade e seus sonhos.
Elenco: Gleide Firmino, Jhony Gomantos, Lisbeth Rios, Micheli Santini, Nei Cirqueira e Zizi Antunes
Direção: Ivone Oliveira
Dramaturgia: Alonso Bento
Ambientação e figurinos: Hugo Cabral
Sonoplastia: Daniel Pitanga
Duração: 60 minutos
Classificação: Livre
PONTO DE ENCONTRO -programação musical
24 de agosto a 4 de setembro, a partir das 23h
Cena Criolina – Encontro de DJs
Durante todo o Festival a Praça do Museu Nacional da República se transforma em pista de dança, graças à parceria do Cena Contemporânea e do projeto Criolina, recebendo os seguintes DJs: Black, Tahira (SP), Weirdo, Pezão e Barata, Confronto Sound System, Gás, Komka, DJ A, Drezin, Oops, Chicco Aquino, Wash e Sistema Criolina. A coordenação deste Encontro de DJs é de Rodrigo Barata (Criolina).
Classificação: 16 anos
25 de agosto, às 22h30
Cristobál Rey Quinteto
Com um mistura de jazz, matizes sinfônicas e ritmos folclóricos do sul da nossa América, Cristóbal Rey (ganhador do Fondart 2005 e 2006) apresenta seu trabalho intitulado “Abya Yala”. Abya Yala é o nome que embala os povos indígenas latino-americanos como símbolo de unidade e contemporaniedade. Como um pedra angular nas sonoridades rítmico-melódicas do sul profundo, a estética desta proposta é instrumental e vai se alimentando da mescla que tem hoje no nosso continente, pulsando a afirmação e a negação da modernidade e fluindo livremente desde o jazz, a música de câmara e os ritmos folclóricos que são hoje desenvolvido no Chile.
Classificação: 14 anos
26 de agosto, às 22h30
Andre Togni Trio
O Grupo André Togni trio, formado por André Togni (bateria), Oswaldo Amorim (contrabaixo) e Serge Frasunkiewicz (piano), tem uma característica forte de fusão e estilos. Lugar de Sal é um trabalho autoral com uma linguagem moderna enfatizando a formação clássica do trio, possui uma leveza e ao mesmo tempo é surpreendente passando por tensões rítmicas e harmônicas de grandes improvisos, pode soar grandiosa ou introspectiva, dramática ou lúdica. “O som é impactante e profundo com muita energia”.
Classificação: 14 anos
27 de agosto, às 22h30
Jambrosia
Com influências do jazz, rock, funk e world music, o Jambrosia é liderado pelo jazzista norte-americano Ted Falcon e a banda é composta por nomes de peso da cena musical brasiliense: Marcus Moraes (guitarra elétrica), Rafael dos Santos (bateria), no baixo, Eduardo Belo e Rafael dos Anjos no violão. O quinteto apresenta, sobretudo, composições do próprio Ted Falcon, que é fortemente influenciado por John Coltrane, Jean-Luc Ponty, Mahavishnu Orchestra, Pat Metheny e Chick Corea, por exemplo. O Jambrosia gravou dez composições de Ted Falcon e faz o lançamento do CD no Cena Contemporânea.
Classificação: 14 anos
28 de agosto, às 22h30
Vava Afiouni e o Toró de Palpite
Vavá Afiouni e o Toró de Palpite formam um grupo de musica popular contemporânea que foi batizado em função de uma brincadeira com a expressão brainstorm (que em inglês significa uma discussão espontânea entre pessoas para produzir idéias). As canções são de autoria de Vavá – vocalista e também músico da banda – e transparecem um jeito moderno de “pensar música”. O despudor dos arranjos, as performances irreverentes, a busca pelo inusitado e as nítidas referências de movimentos como a Tropicália e a vanguarda paulistana das décadas de 70 e 80 fazem de Vavá Afiouni e o Toró de Palpite uma feliz descoberta na cena musical brasileira da atualidade.
Classificação: 14 anos
29 de agosto, às 21h30
Oswaldo Amorim e Paulo André Tavares
Paulo André Tavares – violão e guitarra e Oswaldo Amorim – contrabaixo acústico e elétrico, neste show irão apresentar músicas do seu disco “Na Estrada”, recentemente lançado, além de composições como “Ninho de Vespa”, de Dori Caymmi e o clássico da MPB, “Mulher Rendeira”, de Cida Moreira.
Classificação: 14 anos
31 de agosto, às 22h30
Genil Castro Trio
Com repertório abrangente, de Scriabin a Guinga, o instrumentista Genil Castro faz uma Circum-Ambulação musical nesta noite, na Praça do Museu da República. Circum-Ambulação, título de seu disco, é um passeio musical com diferentes formações instrumentais (solo, duo e trio), onde o músico explora uma grande paleta de cores e texturas harmônicas em diferentes estilos musicais. Neste show, o guitarrista Genil Castro estará acompanhado do contrabaixista Oswaldo Amorim e do baterista Ticho Lavenère. A entrada é gratuita e o show começa as 22h30 horas.
Classificação: 14 anos
2 de setembro, às 22h30
Sacassaia
Formada por Gardenel e Tony Roballo, o Sacassaia surgiu em 2008, durante a gravação do CD de mesmo nome, que foi considerado por sites especializados como um dos melhores discos de 2009. Com a participação de convidados, entre os quais se destacam Renato Matos e Indiana Noma, criaram um som que mistura rap, reggaeton, dub, afrobeat e outras facetas da música eletrônica, latino-americana e mundial. A banda foi selecionada pela Conexão Vivo e vem realizando shows em outras cidades brasileiras.
Classificação: 14 anos
3 de setembro, às 22h30
Vanja Santos (Brasil / Dinamarca)
Cantora e compositora que morou um longo período em Brasília e atualmente reside em Copenhague, na Dinamarca. Apresenta-se com freqüência em casas noturnas e tem participado regularmente do CPH JAZZ FESTIVAL, em Copenhague. Com turnês realizadas por diversos países da Europa, como Alemanha, Suécia, Portugal e França, tem três CDs gravados e está preparando o quarto para ser lançado ainda neste ano, intitulado Virtual, que foi gravado no Rio, em Nova York e na Dinamarca. Seu repertório passeia pela bossa nova, samba e jazz (norte americano e dinamarquês).
Classificação: 14 anos
4 de setembro, às 22h30
Antonio Nóbrega e Septeto (SP)
Reunindo músicas dos seus últimos espetáculos, Antonio Nóbrega se junta a uma excelente banda de sete versáteis músicos para apresentar um espetáculo que é uma síntese desses últimos 15 anos de atividade artística. Assim, cantando baiões, maracatus, frevos-canções e marchas-de-bloco; tocando na rabeca, no violino e no bandolim, choros, frevos ponteios e outras peças instrumentais, ele vai apresentando o seu heterogêneo cancioneiro.
Nóbrega dança e brinca com a platéia, retratando seu caráter abrangente e multidisciplinar como intérprete, procurando traduzir através da sua arte de brincante, como ele gosta de dizer, o temperamento e o caráter do povo brasileiro.
Classificação: 14 anos
5 de setembro - 17h
Roda de Samba com Sergio Magalhães (DF)
Um sambista de cadência e maestria. É assim que pode ser definido o cantor e compositor carioca radicado em Brasília, Sérgio Magalhães. De voz vibrante e composições de fino trato popular, Sérgio Magalhães vem abrilhantando o samba produzido na cidade e consolidando-se como um dos principais artistas a representar o samba na capital.
O show é uma parceria com o projeto TODOS OS SONS - DOMINGO CCBB, realizado pelo Centro Cultural Banco do Brasil.
Classificação: Livre.
Dia 5 de setembro - 19h
Goran Bregovic & The Wedding and Funeral Orchestra (Sérvia)
Um dos maiores nomes da música dos Bálcãs, Goran Bregović é um músico e compositor sérvio-bósnio que toca uma mistura entre ritmos tradicionais da música da Sérvia e arranjos modernos e pop. Ele nasceu no dia 22 de março de 1950 em Sarajevo, na República da Bósnia e Herzegovina, então parte da Iugoslávia. Tornou-se famoso como líder da banda Bijelo Dugme e como compositor de trilhas sonoras para cinema (destacando-se os trabalhos para Emir Kusturica). As músicas que compôs para Kusturica funcionaram como rampa de lançamento para a carreira do cantor e compositor.
Filho de um pai croata e uma mãe sérvia, Goran Bregovic nasceu em Sarajevo, é casado com uma bósnia mulçumana. Sua música tem enorme influência cigana: “uma música moderna que reúne fusões diversas e que espelha o ecletismo natural da sua cultura”. Entre versões de temas tradicionais e composições originais, Bregovic funde as fanfarras ciganas dos Bálcãs com o rock, os maravilhosos coros femininos da Bulgária à música ligeira italiana. Bregovic alterna loucura cigana com momentos quase eruditos e umas pitadas de rock. É popularíssimo em toda a Europa, destacando-se como um dos mais marcantes músicos europeus da atualidade.
O show é uma parceria com o projeto TODOS OS SONS - DOMINGO CCBB, realizado pelo Centro Cultural Banco do Brasil.
Classificação: Livre
*Os ingressos para o CENA CONTEMPORÂNEA – FESTIVAL INTERNACIONAL DE TEATRO DE BRASÍLIA estão à venda em bilheterias de venda centralizada no Teatro Nacional (Sala Villa-Lobos), Caixa Cultural, Stand Ingresso Rápido Fnac (ParkShopping) e no site www.ingressorapido.com.br. Espetáculos do CCBB também à venda no CCBB.
Inteira: R$ 16,00 (todos os teatros, menos o CCBB) e R$ 15,00 (CCBB)
Meia: R$ 8,00 (todos os teatros, menos o CCBB) e R$ 7,50 (CCBB)
Peças e shows ao ar livre têm entrada franca.
MAIS INFORMAÇÕES: www.cenacontemporanea.com.br
ASSESSORIA DE IMPRENSA (informações para uso exclusivo de jornalistas): Objeto Sim Projetos Culturais – (61) 3443. 8891/ (61) 3242. 9805 – fone/fax
Carmem Moretzsohn – (61) 8142. 0111 / Gioconda Caputo – (61) 8142. 0112
Maria Alice Monteiro – (61) 9831. 5090 / Marlon Maciel – (61) 9255. 0248
PROGRAMAÇÃO 2010
PONTO DE ENCONTRO
Vanja Santos (brasil/dinamarca)
Dia 3 de setembro - 22h30 - Praça do Museu Nacional da República
Vanja Santos é cantora, atriz e compositora. Com voz forte e singular, canta um repertório com raízes na música brasileira e forte acento do jazz europeu, rock, funk e pop. Vanja nasceu em Laranjeiras, no Rio de Janeiro, cresceu em Brasília e vive na Dinamarca, onde desenvolve a carreira desde os anos 90. Vanja vem de uma família de artistas. Sua mãe, Vânia dos Santos, foi cantora; seu pai, Milton Cruz, toca sax, e seu irmão, Milton Brasília, fez parte das primeiras gerações da música de Brasília.
Antonio Nóbrega e Septeto (SP)
Dia 4 de setembro - 22h30 - Praça do Museu Nacional da República
Reunindo músicas dos seus últimos espetáculos, Antonio Nóbrega se junta a uma excelente banda de sete versáteis músicos para apresentar um espetáculo que é uma síntese desses últimos 15 anos de atividade artística. Assim, cantando baiões, maracatus, frevos-canções e marchas-de-bloco; tocando na rabeca, no violino e no bandolim, choros, frevos ponteios e outras peças instrumentais, ele vai apresentando o seu heterogêneo cancioneiro.
Sua atuação não se restringe, todavia, ao plano musical, pois entre uma música e outra (seja cantada ou tocada), Nóbrega dança e brinca com a platéia, retratando seu caráter abrangente e multidisciplinar como intérprete. Passando do épico ao farsesco, do sóbrio ao desmedido, do lírico ao festivo, Nóbrega vai procurando traduzir através da sua arte de brincante, como ele gosta de dizer, o temperamento e o caráter do povo brasileiro.
Roda de Samba com Sergio magalhães (DF)
Dia 5 de setembro - 19h - Praça do Museu Nacional da República
Um sambista de cadência e maestria. É assim que pode ser definido o cantor e compositor carioca radicado em Brasília, Sérgio Magalhães. De voz vibrante e composições de fino trato popular, Sérgio Magalhães vem abrilhantando o samba produzido na cidade e consolidando-se como um dos principais artistas a representar o samba na capital. Em Brasília desde 1993, estudou teoria musical e canto popular na Escola de Música de Brasília entre 1999 e 2004, sob orientação da Profª. Maria de Barros. Ainda aluno da escola, conheceu o violonista Jaime Ernest Dias que o auxiliou na apresentação de seu trabalho para diversos músicos da cidade como Clodo Ferreira, Fernando César e Liliana Gayoso. Seu talento também já é reconhecido e acompanhado de perto por músicos de outras cidades, como Rio de Janeiro, onde conta com a admiração de nomes como Fernando Merlino, Nema Antunes, Pirulito, Alceu Maia e Dirceu Leite. Entre outras conquistas alcançadas sob as asas do samba, estão os Prêmios Sesc de música Tom Jobim em 2007 e 2008, onde ganhou o 2º. e 1º lugar, respectivamente, com as canções “Até Quando” e “Prenúncios do Final”, recebendo grande destaque da imprensa local. Em 2009 foi convidado pela TV Câmara para participar do Programa Talentos, onde pôde ter seu trabalho veiculado nacionalmente. Sérgio Magalhães está em fase final de gravação do seu primeiro CD intitulado “O Ouro do Meu Peito” que contém 14 faixas sob direção musical de Fernando Merlino e participação de grandes músicos como Fernando César, Rafael dos Anjos, Nema Antunes, Alceu Maia, entre outros.
* em parceria com o projeto TODOS OS SONS - DOMINGO CCBB
Goran Bregovic & THE Wedding and Funeral Orchestra (Sérvia)
Dia 5 de setembro - 19h - Praça do Museu Nacional da República
Um dos maiores nomes da música dos Bálcãs, Goran Bregović é um músico e compositor sérvio-bósnio que toca uma mistura entre ritmos tradicionais da música da Sérvia e arranjos modernos e pop. Ele nasceu no dia 22 de março de 1950 em Sarajevo, na República da Bósnia e Herzegovina, então parte da Iugoslávia. Tornou-se famoso como líder da banda Bijelo Dugme e como compositor de trilhas sonoras para cinema (destacando-se os trabalhos para Emir Kusturica). As músicas que compôs para Kusturica funcionaram como rampa de lançamento para a carreira do cantor e compositor.
Filho de um pai croata e uma mãe sérvia, Goran Bregovic nasceu em Sarajevo, é casado com uma bósnia mulçumana. Sua música tem enorme influência cigana: “uma música moderna que reúne fusões diversas e que espelha o ecletismo natural da sua cultura”. Entre versões de temas tradicionais e composições originais, Bregovic funde as fanfarras ciganas dos Bálcãs com o rock, os maravilhosos coros femininos da Bulgária à música ligeira italiana. Bregovic alterna loucura cigana com momentos quase eruditos e umas pitadas de rock. É popularíssimo em toda a Europa, destacando-se como um dos mais marcantes músicos europeus da atualidade.
* em parceria com o projeto TODOS OS SONS - DOMINGO CCBB
CENA CRIOLINA - Encontro de djs
De 24 de agosto a 4 de setembro - 19h - Praça do Museu Nacional da República
As festas do Cena Contemporânea contarão com a participação dos seguintes DJs: Black, Tahira (SP), Weirdo, Pezão e Barata, Confronto Sound System, Gás, Komka, DJ A, Drezin, Oops, Chicco Aquino, Wash e Sistema Criolina. A coordenação deste encontro de DJs é de Rodrigo Barata / Criolina.
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