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A
intimidade de Katerina Ivanovna, personagem intrigante do romance
‘Crime e Castigo’, obra prima de Fiodor Dostoievski;
o mundo de sonhos aterradores do Sargento Bertrand; o teatro desafiador
e polarizador do alemão Frank Castorf. Estes são alguns
dos destaques do Cena Contemporânea – Festival Internacional
de Teatro de Brasília, que chega à sétima edição
com uma programação marcada pela provocação.
Realizado no período exatamente anterior às eleições
no Brasil, o Cena Contemporânea vai convidar o espectador
a manter encontros com o surpreendente, audacioso, desconcertante
universo de trabalhos que sacodem as certezas e as dúvidas
humanas. A programação inclui estréias no Brasil
de espetáculos com carreira consolidada internacionalmente
– como os russos K.I. de Crime e Castigo e Bertrand’s
Toys, e o suíço Sang D’Encre – e a apresentação
de obras recentes da carreira de algumas das principais companhias
nacionais – Grupo Galpão, Armazém, Lume, entre
outras. Um grande encontro de linguagens e técnicas que poderá
ser visto de 19 de setembro a 1o de outubro em dez palcos de Brasília.
No
ano em que o mundo relembra os 50 anos da morte de Bertold Brecht,
o Cena Contemporânea abre a programação para
três montagens inspiradas em obras do grande autor alemão,
inclusive uma encenação do emblemático Na selva
das cidades assinada por Frank Castorff, diretor do mais importante
teatro contemporâneo da Alemanha. Um profundo sentimento político
promete dar o tom a todo o festival, às vésperas das
eleições no Brasil. Sob curadoria do diretor Guilherme
Reis estão reunidos, logo na primeira semana do festival,
a encenação de Sonhos de um homem ridículo,
do escritor russo Dostoievski, com o ator Celso Frateschi, e no
encerramento a apresentação de Um homem é um
homem, de Brecht, o novo espetáculo do Grupo Galpão,
sob direção de Paulo José. Durante três
semanas, o público ainda poderá tomar contato com
montagens como A Descoberta das Américas, de Dario Fo, dirigido
pela italiana Alessandra Vanucci com o ator carioca Júlio
Adrião, e Agora e na hora de nossa hora, trabalho do jovem
ator Eduardo Okamoto que transfere para a cena a rotina de milhares
e milhares de meninos de rua do Brasil.
Mas
a programação do Cena Contemporânea também
inclui espetáculos que apresentam visões da política
inserida na vida de cidadãos comuns, expressa em poesia –
como em Por Elise, dos mineiros do Grupo Espanca, que traduz a poesia
do cotidiano, e Sopro, o novo espetáculo do grupo Lume –,
em cartoon – como no traço crítico de Will Eisner
em Pessoas Invisíveis, sob a ótica do Armazém
Companhia de Teatro, que lança um foco sobre as inumeráveis
pessoas que permanecem invisíveis nas grandes cidades –
e em vivências íntimas – o caso de Caetana, que
mergulha no universo popular para falar do encontro entre uma rezadeira
e a morte; e A mulher desiludida, monólogo com a atriz Guida
Viana.
Integrante
do Núcleo dos Festivais Internacionais de Artes Cênicas
do Brasil, o Cena Contemporânea 2006 vai ampliar o espaço
de ação, alcançando até o tradicional
Cine Brasília (palco do Festival de Brasília do Cinema
Brasileiro), que será transformado em espaço de convivência
e relacionamento. Ali serão realizados mostra de cinema (Teatro
Traído (Perdoa-me Por Te Traíres), reunindo 10 títulos
que tratam do universo teatral ou são baseados em textos
teatrais, sob curadoria de Sérgio Moriconi), encontros, festas,
performances, desfiles e shows musicais. O local também acolherá
o “Palco Petrobrás”, onde acontecerão
as atividades formativas do Festival (oficinas, palestras, encontros,
lançamento de livros), eventos já tradicionais do
Cena Contemporânea.
Espetáculos
·
Sonhos de Um Homem Ridículo – São Paulo
Dias 19 e 20/09, Teatro da Caixa, 21h00
Baseado no conto homônimo de Fiódor Dostoievski, o
monólogo é interpretado por Celso Frateschi, sob direção
de Roberto Lage. A adaptação se preocupa em manter
o texto original, propondo um espetáculo que explora o essencial
das questões humanas de Dostoievski, estabelecendo um diálogo
direto com o contemporâneo. Sua arquitetura cênica é
construída a partir da rua, do cortiço, do paraíso
e do inferno, numa composição que sugere o onírico,
onde o sentido do sonho é recuperado através do espanto
ao colocar, em um mesmo plano, o imaginário do contemporâneo
e a infância da humanidade.
Segunda
metade do século XIX. Um homem do subterrâneo. Cenário
e personagem típicos de Dostoievski. Nosso herói sabe
que é ridículo desde a infância -motivo de desprezo
e zombaria de seus semelhantes- e já não tem mais
nenhum interesse em continuar vivendo. Num dia inútil, como
todos os outros, em que mais uma vez esperava ter encontrado o momento
de meter uma bala na cabeça, é abordado por uma menina
que clama por ajuda. Ele não só recusa o apoio à
criança, como a espanta aos berros. Ao voltar para casa,
não consegue dar fim a sua existência. Adormece e sonha.
O personagem, então, conta como conheceu a verdade em toda
a sua glória e mostra como tudo aquilo pode ter sido real,
pois as coisas terríveis que sucederam não poderiam
ter sido engendradas num sonho.
Duração:
Classificação etária:
· Covariance / Don Quixote – Israel
Dia 20/09, Teatro do CCBB, às 19h30
Direção de Niv Sheinfeld, que também divide
o palco com Sivan Gutholtz, Covariance (que significa diferenças
compartilhadas) mostra um dueto para homem e mulher, muito intenso,
no qual uma lâmpada e as valsas de Chopin criam o espaço
e a atmosfera para uma relação a dois. Segundo o crítico
Zvi Goren, do jornal Habama, “Sheinfeld cria uma dança
plena, com um movimento rico e sofisticado, limpo e preciso, com
uma fascinante estrutura coreográfica de relacionamento,
que se examina constantemente em cada movimento e reação.”
O espetáculo também mereceu elogios de Merav Yodilovitz,
do Ynet, que disse “Sheinfeld, com sua maneira graciosa, deseja
compreender como sobreviver à ‘condição
de intimidade’. Sua nova peça traz uma visão
sóbria, mas com compaixão, no que é geralmente
visto como um ‘compromisso’. A coreografia, construída
sobre movimentos sincronizados, é aguda e focalizada, e a
coordenação entre os dois dançarinos funciona
muito bem. A peça levanta questões complicadas, como
por exemplo se é possível achar interessante o que
já é tão familiar? Compartilhar uma vida significa
apagar o indivíduo?...”
O
israelense Niv Sheinfeld firmou-se como um coreógrafo independente
a partir de 1997, depois de cumprir uma carreira de sucesso como
bailarino nas mais importantes companhias de seu país. Além
do dueto Covariance, Sheinfeld apresenta o espetáculo Don
Quixote, um solo existencial, inspirado nas palavras de Cervantes,
originalmente criado para o Festival de Israel de 1999.
Duração:
35 minutos
Classificação etária: livre
· Sopro – São Paulo
Dias 20, 21, 22 2 23/09, Teatro Funarte Plínio Marcos, às
21h00
Novo espetáculo solo de Carlos Simioni, dirigido por Tadashi
Endo, Sopro é a primeira co-produção do Núcleo
dos Festivais Internacionais de Artes Cênicas do Brasil. O
que seria do ser se conseguisse prolongar o momento do sopro de
vida? Se ele, nesse momento, reconstruísse todas as ações
de sua vida, sem ruídos e sem interferências, sem máculas,
somente através do estado puro da existência? De que
maneira se relacionaria com o tempo, com o espaço, com as
ações, com o sexo, com as emoções? Sopro
é uma experiência sensorial, onde o tempo e ação
são completamente distintos do cotidiano, que propõe
ao espectador a oportunidade para mergulhar no universo do nada
e do desconhecido. Segundo Beth Néspoli, do jornal O Estado
de S. Paulo, “é em seus melhores momentos apenas forma
e emoção e pede do espectador uma fruição
semelhante a que se tem diante de uma pintura. Uma experiência
à qual vale se entregar. Requer um espectador disposto a
experimentar”.
A
música original do espetáculo, composta pela musicista
Denise Garcia, é feita de sons eletroacústicos a partir
de gravações da voz do próprio ator coletadas
durante 20 anos. O figurino, criado por Adelvane Néia, é
um grande quimono feito de papel manteiga. Cada conjunto consome
17 metros de papel e 12 horas de confecção. Pela fragilidade
de seu material, é usado um quimono por apresentação.
Carlos Simioni, ator e pesquisador do grupo Lume, desde 1985 dedica
seu trabalho ao desenvolvimento de técnicas corpóreas
de representação. Durante 21 anos, pesquisou e codificou
várias técnicas, como “dança pessoal”,
“ação física vocal”, “dilatação
corporal” etc.
Duração:
50’
Classificação etária: 16 anos
·
Na Selva das Cidades – Alemanha
Dias 21 e 22/09, Sala Martins Penna do Teatro Nacional, às
21h00
A luta entre dois homens, tendo como pano de fundo uma grande cidade.
É a luta em estado bruto, como queria exemplificar Brecht.
A luta sobre a qual não se devem fazer juízos de valores.
O Volksbühne Berlim é controverso: é amado por
uns e odiado por outros. Indiferença não existe. Tampouco
nos bastidores. "Famoso ou morto em três anos" -
com essa premissa radical, Frank Castorf assumiu a direção
do Volksbühne em 1992. Um dramatismo verbal que combina com
o seu teatro: pois, de fato, o mestre da destruição
de peças conseguiu transformar a casa, que tem tradição
como teatro político, num dos palcos mais emocionantes da
Alemanha. Suas encenações rejeitam a narrativa linear
e as interpretações conclusivas e são apresentadas
em outros países da Europa, das Américas e da Ásia.
Um teatro esteticamente inovador, experimental, entre a inquirição
da atualidade e o paradoxal.
Frank
Castorf nasceu em 1951 em Berlim Oriental. É tido como inovador
do teatro e polariza como ninguém. Às vezes intitulado
de "profanador dos clássicos" pela crítica,
sua carreira começou ainda na RDA. Graças a uma tremenda
energia criativa e a um grupo de atores excepcionais, Castorf cumpre
a exigência de transformar provocações intelectuais
em sátiras gritantes, submetendo Shakespeare, Dostoievski
e Tenessee Williams, por exemplo, a adaptações radicais.
Criado em 1914 e marcado por uma programação sempre
de fundo político, o Volksbühne am Rosa-Luxemburg-Platz,
de Berlim, é considerado o mais importante teatro contemporâneo
da Alemanha. Destruído durante a Segunda Guerra, foi reerguido
na década de 50.
Duração:
Classificação etária:
· Por Elise – Belo Horizonte
Dias 21, 22, 23 e 24/09, Teatro do CCBB, às 21h00
Espetáculo criado em 2005, apresenta um texto que trata do
comportamento do homem contemporâneo, suas contradições
seus sentimentos, as formas como vive medindo o quanto se envolve
com as coisas e o quanto se protege delas. No palco, uma dona de
casa que tem medo de que os frutos de seu abacateiro caiam sobre
ela; um cão que late palavras; um lixeiro em busca de seu
pai que não vê há anos; uma mulher perdida que
terá seu cão sacrificado; um funcionário que
deseja ir para o Japão e que recolhe cães doentes,
protegido por um uniforme que o impede de sentir, seja quando o
espancam, ou quando o acariciam.
O
grupo Espanca!, de Belo Horizonte, é integrado por artistas
envolvidos na pesquisa de uma linguagem teatral com uma dramaturgia
representativa da atualidade. Iniciou seus trabalhos em 2004. Sua
formação inclui os atores Fernanda Vidigal, Grace
Passô, Gustavo Bones, Juliana Sevaybricker, Marcelo Castro,
Paulo Azevedo e Samira Ávila. Por Elise, o primeiro trabalho
da companhia, conquistou o Prêmio da Associação
Paulista de Críticos de Arte e Prêmio Shell de Melhor
Dramaturgia.
Duração:
1 hora
Classificação etária: Livre
· K.I. de Crime e Castigo – Rússia
Dias 23, 24 e 25/09, Espaço Cultural 508 Sul, às 21h00
Um íntimo e explosivo espetáculo que retrata os últimos
momentos de vida de Katerina Ivanovna (KI), uma personagem tirada
das margens do romance Crime Castigo, de Dostoievski. K.I. é
a viúva do “colega de bebida” de Raskolnikov,
Semyon Zakhanovich Marmeladov. Encenada em dois quartos (e não
em um palco teatral), a peça aborda uma complicada e poderosa
passagem do livro, na qual K.I. prepara uma desesperada comemoração/despedida
para Marmeladov, que morreu atropelado, esmagado por cavalos de
uma carruagem. Encarando a audiência como “convidados”
e forçando crianças tímidas a cantarem músicas
e versos para demonstrar a nobreza existente abaixo de sua existência
gasta, K.I. executa um explosivo e furioso monólogo.
O
espetáculo foi considerado “o mais audacioso e desconcertante
já visto” pelo crítico Matthew Trumbull (nytheatre.com
review), que o recomenda para “aqueles que têm gosto
por aventura e excentricidades em sua dieta teatral”. Já
o brasileiro Antonio Araújo, diretor do Teatro da Vertigem,
entusiasma-se ao saber que K.I. de Crime e Castigo, dirigido por
Kama Ginkas, está na programação do Cena Contemporâna.
Diz: “Um grande espetáculo de um grande diretor. Vi
em 1997, em Moscou, e lembro da peça quase inteira. Ele retira
da história a personagem Katerina Ivanóvna e faz uma
leitura bem pessoal. Imperdível!”
Duração:
1h30
Classificação etária: 16 anos
· A Falta que nos move ou Todas as histórias são
ficção – Rio de Janeiro
Dias 24 e 25/09, Sala Martins Penna do Teatro Nacional, às
20h00
Dirigida por Christiane Jatahy, com a companhia Vértice de
Teatro, A Falta que nos move recebeu quatro indicações
para o Prêmio Qualidade Brasil (espetáculo, direção,
atriz e ator). Trata-se de uma peça-performance, que explora
os limites teatrais. Os atores são eles mesmos e também
são personagens das situações. Nunca se sabe
se eles estão representando ou improvisando em cena. Durante
o preparo do jantar, eles contam histórias para o público
e se relacionam. Com o passar do tempo, acabam revelando suas verdadeiras
relações, suas memórias mais íntimas,
fazendo a platéia de cúmplice das suas alegrias e
das suas dores. Ficção e realidade se misturam.
O
espetáculo tem recebido excelentes críticas, como
a de Sergio Salvia Coelho, do jornal Folha de São Paulo:
“O teatro experimental possibilita, em seu aqui e agora, a
interlocução, e esse é o grande trunfo de A
falta que nos move. Esse novo naturalismo não tem nada de
medíocre, nem de fácil. A falta que nos move é
a geração perdida mostrando finalmente a que veio,
reciclando com galhardia a mediocridade a que foi exposta”.
Duração:
1h20
Classificação etária: 18 anos
· Agora e na hora de nossa hora – São Paulo
Dias 25, 26 e 27/09, no Teatro Goldoni, às 19h30
Espetáculo que coloca no centro da cena a “cidade invisível”.
Nessa cidade, vivem meninos de rua que mal notamos. A não
ser quando ultrapassam as fronteiras com suas caras sujas e os espantamos
como ratos. Criado durante o projeto “Gepeto”, uma parceria
da ONG ACADEC (Ação Artística para o Desenvolvimento
Comunitário) e o CRAISA (Centro de Referência em Atenção
Integral à Saúde do Adolescente), em Campinas, teve
a proposta de inserir crianças e adolescentes em situação
de rua no mundo da arte. Esta interação foi estendida
aos meninos das ruas de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro,
incluindo uma pesquisa sobre a Chacina da Candelária, quando
oito meninos de rua foram assassinados. Para criar Pedrinha, personagem
de Agora e na hora de nossa hora, o ator Eduardo Okamoto sintetizou
todo o material pesquisado durante essa vivência: desde a
linguagem utilizada pelos garotos até as histórias
de vida de cada um deles. À pesquisa e à observação,
foi acrescida à inspiração em “Macário”,
conto do mexicano Juan Rulfo.
Em
Agora e na hora de nossa hora, um menino de rua, Pedrinha, está
junto de um bueiro esperando os ratos saírem. Para ele, o
barulho dos ratos não deixou os policiais dormirem. Por isto
a matança. Ao ouvirem os tiros, todos os meninos saíram
correndo, menos ele que ficara quieto, escondido sobre a banca de
jornal. Com algumas pedras nas mãos, ele espera matar os
ratos para que todos possam dormir em paz. Ao narrar os acontecimentos
da madrugada para os espectadores, os primeiros a chegarem ao local
da Chacina, Pedrinha revela uma sociedade que nega meninos de rua
até a morte. O texto é composto de frases inteiras
de Macário, falas coletadas dos meninos de rua com quem Eduardo
Okamoto conviveu e trechos de mais de 250 artigos de jornais sobre
o episódio da Candelária. Eduardo Okamoto, 25 anos,
é ator formado em Artes Cênicas pela UNICAMP, onde
também desenvolveu seu trabalho de Mestrado. Atualmente,
é doutorando na mesma universidade. Foi um dos fundadores
do Grupo Matula Teatro, onde atuou por cinco anos.
Duração: 1 hora
Classificação etária: 14 anos
· Bertrand’s Toys – Rússia
Dias 26, 27 e 28/09, no Teatro Plínio Marcos da Funarte,
às 21h00
As performances do Theatre Blackskywhite são sempre como
visões mágicas. Um mundo de boas ilusões ao
mesmo tempo um mundo muito próximo e verdadeiro. O elenco
permanece o mesmo, desde o dia em que foi fundado: o diretor Dmitri
Ariupin e os atores Marcella Soltan e Andrej Ivashnev. Eles criaram
e continuam criando uma técnica especial de colocar atores
no limite entre a realidade e a ilusão, onde as performances
conduzem o espectador a um percurso por um universo de sonho e fantasia,
beirando a tênue linha entre o mundo exterior e o interior.
O espetáculo Bertrand’s Toys interage com o espectador,
provocando sua intuição e seu inconsciente. Com um
trabalho radical, progressivo, não-tradicional, a companhia
foi criada em 1988 e desde então já produziu nove
espetáculos.
A
terra é grande demais para você destruir o perigo depois
que você afundou, mas tudo muda depois que você conhece
o Sargento Bertrand. O universo soa tão pequeno que olhando
em frente você pode ver suas próprias costas. O mundo
está caindo, partido em duas partes, sobre as quais você
não tem poder. Você é incapaz de mudar qualquer
coisa. Este mundo não é o que parece ser. Bertrand’s
Toys conduz a audiência a uma atmosfera estranha, feita sobre
uma surpreendente perfeição técnica de atuação.
E a cada cena fica mais forte e forte. Até que um dos atores
entra no palco trazendo o horror. Nascido da ansiedade do nosso
tempo, crescido do medo da morte, ele toma de assalto o palco lançando
o questionamento: se isto é um sonho, por que nunca se desperta
dele? E se é realidade, onde está a porta de saída?
Por
onde se apresenta, Bertrand’s Toys provoca críticas
elogiosas. O norte-americano The Guardian publicou “O efeito
geral é pungente, aterrador, de tirar o fôlego - levando
o público a aplaudir em pé, tomado pelas emoções”.
Já o britânico The Scotsman registrou: “Trabalhando
intensamente junto com seus atores, o diretor Dmitri Ariupin criou
uma performance que perturba, aterroriza e atinge o público
deeixando-o chocado, aterrorizado e sem fôlego”.
Duração:
56 min
Classificação etária: 12 anos
·
A Mulher Desiludida – Rio de Janeiro
Dias 28 e 29/09, no Teatro do CCBB, às 21h00
Considerado um dos melhores espetáculos da temporada 2005/2006,
A Mulher Desiludida foi criado para lembrar os 20 anos de ausência
da pensadora e escritora Simone de Beauvoir, reunindo a atriz Guida
Vianna e o diretor Gilberto Gawronski. Simone de Beauvoir foi uma
das mais brilhantes pensadoras femininas do século XX, escritora
de ensaios, romances e memórias. Simone não escreveu
diretamente para o teatro, entretanto, no romance “A Mulher
Desiludida”, a autora escreve três histórias
de três mulheres diferentes em um painel da alma feminina.
A história montada chama-se “Monólogo”
e tem como subtítulo a famosa frase de Flaubert “A
mulher se vinga no monólogo”. Para uma mulher, ela
só pode ser totalmente honesta se o seu fluxo de pensamento
não for interrompido pelo homem.
Vencedora
do prêmio Shell 2004, por “Nada de pânico”,
Guida Vianna dá vida a Murielle, mulher de 46 anos, com dois
filhos e sozinha. É noite de Ano Novo, a família está
no andar de cima comemorando, enquanto ela tenta dormir para acordar
bem no dia seguinte, quando encontrará o ex-marido para tentar
reaver a guarda do filho. Como não consegue dormir, passa
a noite falando e blasfemando contra tudo e todos. Ao longo de seu
monólogo, uma explosão passional, raivosa, sagaz e
sarcástica, com inúmeras tiradas cômicas ressaltadas
pelo talento e grande veia humorística da atriz, Murielle
vai contando sua vida, segredos, sentimentos, frustrações
e culpas.
Duração:
1h10
Classificação etária: 12 anos
· Sang D’Encre – Suíça
Dias 29 e 30/09 e 1o /10, na Sala Martins Penna do Teatro Nacional,
às 21h00 (sexta e sábado) e às 20h00 (domingo)
A dança como reflexo da realidade. Assim é apresentado
o espetáculo da Companhia Philippe Saire, um dos mais brilhantes
e importantes coreógrafos suíços. Sua mais
recente produção, Sang D’Encre explora a funcionalidade
do movimento, como um discurso ético, político. Philippe
Saire não está interessado na estetização
da dança, mas no que ela pode conter. Sua dança leva
o espectador a se interrogar sobre a nossa condição
humana, de maneira sensível, psicológica e humanista,
resistindo à era da comunicação impessoal,
feita à distância. A coreografia trabalha sobre palavras
colocadas em cena. O emprego da palavra traz à cena um sentimento
da dança como resistência à incomunicabilidade.
Duração:
1h10
Classificação etária: 18 anos
·
Caetana – Pernambuco
Dias 29 e 30/09 e 1o /10, no Teatro da Caixa, às 21h00 (sexta
e sábado) e às 20h00 (domingo)
A encenação resgata elementos do teatro das tradições
populares, transformando-os em linguagens renovadas de contemporaneidade.
Em cena está Benta (Lívia Falcão), uma rezadeira
que, depois de indicar o caminho do além para várias
almas perdidas, se vê diante de seu próprio encontro
com a Caetana (Fabiana Pirro), a morte. Chegando ao Reino do Invisível,
Benta reencontra as almas anteriormente encomendadas por ela, que
aparecem em forma de bonecos.
Dirigido
por Moncho Rodriguez, que desenvolve pesquisa de novas linguagens
para um teatro de identidade nordestina, Caetana é uma montagem
teatral experimental, de inspiração armorialista utilizada
pelo dramaturgo Ariano Suassuna em suas obras e poemas. Espanhol,
nascido em Vigo, o encenador Moncho Rodriguez tem se dedicado ao
estudo e pesquisa da dramaturgia ibérica no Nordeste do Brasil
promovendo e criando espetáculos com os mais importantes
dramaturgos nordestinos. No palco estão Lívia Falcão
e Fabiana Pirro. Lívia Falcão é atriz desde
os 17 anos de idade, quando recebeu o prêmio de Atriz Revelação,
por sua atuação na peça “A Cantora Careca”,
de Ionesco. De lá pra cá não parou mais de
atuar. Recebeu o Prêmio de Melhor Interpretação
no I Festival Nacional de Humor, (com o monólogo “Criadas
da Glória”, escrito e dirigido por João Falcão)
e vários outros prêmios por interpretações
em “Caxuxa” e “Mamãe Não Pode Saber”,
do mesmo autor. Recentemente, integrou o elenco da novela das 20h
da Rede Globo, Belíssima, vivendo a divertida Regina da Glória.
Fabiana Pirro é uma das mais bem-sucedidas modelos de Pernambuco,
que trocou as passarelas pelos palcos.
Caetana
estreou dia 17 de julho de 2004, em Garanhuns/PE. Em um ano e meio,
a peça fez mais de 50 apresentações, passou
por 16 cidades do Grande Recife e interior do Estado, viajou para
a Europa, em 40 dias de turnê por Portugal e Bélgica
e foi vista por aproximadamente 25.000 pessoas.
Duração:
1h10
Classificação etária: Livre
·
A Descoberta das Américas – Rio de Janeiro
Dias 29 e 30/09 e 1o /10, no Teatro Garagem do SESC da 913 sul,
às 21h00 (sexta e sábado) e às 20h00 (domingo)
Johan Padan, um Zé Ninguém malandro, embarca por engano
em uma das caravelas de Cristóvão Colombo, após
ter sua namorada bruxa assada pela Inquisição. No
novo mundo, ele sobrevive a um naufrágio, aprende a língua
dos nativos, é preso e quase engolido pelos índios.
Safa-se fazendo “milagres”. Guia um exército
indígena que expulsa os invasores. O ator Júlio Adrião
conta, através de onomatopéias e mímicas, a
triste história da ocupação das Américas
e dos massacres dos índios.
O
espetáculo se desenvolve como se uma pessoa voltasse de viagem
e reunisse os amigos para contar como foi. Para dar mais veracidade
aos fatos e fazer com que seus ouvintes consigam visualizar o que
realmente aconteceu, tenta-se reproduzir todos os sons para mostrar
e não apenas contar a história. No monólogo,
não há cenário, nem efeitos de luz, mudança
de figurino. Só, em cena, o ator narra sob o ponto de vista
do povo, virando a História pelo avesso. A obra “Johan
Padan alla Descoverta delle Americhe” foi escrita em 1992
pelo italiano Dario Fo (Nobel de literatura em 1977) para comemorar
os 500 anos da Descoberta das Américas. Ao tratar da colonização,
o texto fala também do Imperialismo e faz alusão às
divergências atuais entre os países. O espetáculo
é um trabalho do grupo Leões de Circo Pequenos Empreendimentos,
tem direção de Alessandra Vanucci e interpretação
de Júlio Adrião (os dois também assinam a tradução
e adaptação do texto).
Duração:
1h30
Classificação etária: 14 anos
·
Um Homem é Um Homem – Belo Horizonte
Dias 30/09 e 1o /10, no Centro Cultural Banco do Brasil, às
19h00
As guerras preventivas promovidas pelos Estados Unidos e seus aliados
no Oriente, a manipulação do indivíduo e da
informação, a corrupção e as negociatas
do mundo de hoje são os temas principais desta mais recente
montagem do Grupo Galpão, com direção de Paulo
José. O espetáculo é uma adaptação
do texto de Bertolt Brecht, escrito em 1926, cujo tema central é
a metamorfose de um homem comum, transformado em máquina
mortífera de guerra, “nascido para matar”. Originalmente
ambientada na Índia, num acampamento militar da coroa inglesa,
teve sua ação transportada para a cidade fictícia
de Dagbah, num suposto país da Ásia menor, submetido
a uma guerra preventiva promovida pelas tropas ocidentais coligadas.
Com
músicas originais de Paul Dessau e trazendo várias
outras citações e paródias de temas consagrados
pelo cinema, todos executados pelos atores em cena, Um Homem é
Um Homem é um espetáculo essencialmente musical. O
cenário é composto de andaimes que, ao longo da encenação
são desmontados pelas tropas, como metáfora do que
acontece com o protagonista Galy Gay. Um Homem é Um Homem
é uma peça eclética, que mistura várias
linguagens: o expressionismo alemão, as pernas-de-pau do
circo, as canções de cabaré, a comédia
do cinema mudo, monólogos didáticos e momentos líricos.
O resultado é uma cena sempre provocadora, carregada de ironia
e uma boa dose de ceticismo, temperado por compaixão pela
condição humana.
Duração:
1h30
Classificação etária: Livre
· Pessoas Invisíveis – Rio de Janeiro
Dias 30/09 e 1o /10, na Sala Vila Lobos do Teatro Nacional, às
21h00 (sábado) e às 20h00 (domingo)
Espetáculo resultado de um mergulho da Armazém Companhia
de Teatro, sob direção de Paulo de Moraes, no universo
das histórias em quadrinhos criadas por Will Eisner, com
dramaturgia de Maurício Arruda Mendonça e Paulo de
Moraes. Eisner dispensa apresentações. É o
maior gênio do mundo das graphic novels. Seu olhar agudo sobre
a solidão urbana e o patético de nossas vidas cotidianas,
aliado ao caráter de “protagonista” que ele imprime
à paisagem da cidade – dando a ela respiração,
pulsação e memória – foi o que moveu
o trabalho da companhia. Personagens ou temas propostos por Eisner
em “Contract with God”, “Dropsie Avenue”,
“The Building”, “New York – The Big City”,
“Will Eisner Reader” e “Spirit” foram os
impulsos para a criação de uma dramaturgia que integra
pequenos dramas humanos, que vão resvalando ou penetrando
em outros pequenos mundos individuais recheados de frustrações,
encontros e desencontros.
Pessoas
Invisíveis conta a história de três fantasmas
que rondam o edifício onde viveram toda sua vida: Monroe
Mensh, um sujeito alheio a tudo e a todos – Antonio Tonatti,
um músico frustrado e apaixonado – e Geraldo Shnobble,
que possui o insólito dom de voar. A partir deles, um novelo
vai sendo desfiado – recheado de cacos de memórias,
personagens risíveis e o movimento da cidade.
Duração:
2 horas
Classificação etária: 14 anos
·
Homens – Rio de Janeiro
Dias 30/09 e 1o /10, no Teatro Plínio Marcos da Funarte,
às 21h00 (sábado) e às 20h00 (domingo)
Novo trabalho da coreógrafa e bailarina Cristina Moura, Homens
reúne quatro intérpretes, quatro trajetórias
e muitas estórias. Juntos, tentam desvendar um imaginário,
inventar uma estória comum. São quatro homens que,
em suas linguagens diferentes, discorrem sobre os mesmos temas.
Temas de hoje e de ontem, de um e do outro, de sempre. Texto, imagem,
movimento, pensamento. A memória no corpo e no movimento.
Um
exercício ao mesmo tempo lúdico e reflexivo: reconhecer-se
a si mesmo e seu ridículo. Uma memória inventada.
Contada e recontada. O que nos faz estar aqui agora? Como cheguei
até aqui, agora? Do que vamos falar agora? Quatro homens
que são muitos. Um ator, um músico, um malabarista,
um cantor, um senhor, um dançarino, um trapezista, um patinador,
um narrador, um leitor, um pensador, um observador, um transeunte.
Duração:
1 hora
Classificação etária: 18 anos
Espaço Petrobras
Oficinas de formação e aperfeiçoamento:
Dia
20 de setembro às 17h00 - Espaço Petrobrás
- Ponto de Encontro - Cine Brasília
Performance e Debate
§ Horácio - Celso Frateschi (SP)
Adaptação, direção e interpretação
de Celso Frateschi; tradução de Ingrid Koudela e realização
do Ágora Teatro.
Um espaço vazio, um ponto de luz, uma moeda, uma máscara
e um ator reduzido a sua menor grandeza, concretiza em cena a dúvida
e o espanto dos romanos ante a atitude de seu mais nobre guerreiro,
colocando a platéia diante dos valores éticos de uma
sociedade. Horácio é uma contra-peça de Heiner
Muller ao texto Horácios e Curiácios, de Brecht. Após
a apresentação, Celso Frateschi debate com o público
questões referentes ao espetáculo.
Roma está em guerra contra Alba. Ao mesmo tempo Roma e Alba
estão sendo ameaçadas pelos Etruscos. Para não
enfraquecer os exércitos contra o inimigo comum, os chefes
decidem que apenas um guerreiro lutará por Roma contra um
outro que lutará por Alba. A sorte elegeu então um
Horácio para lutar por Roma e um Curiácio para lutar
por Alba. A irmã do Horácio escolhido era noiva do
Curiácio. Mesmo assim, os dois resolvem lutar. Na luta o
Horácio mata o Curiácio e volta para Roma coberto
de glórias como um grande herói. Apenas sua irmã
chora a perda do noivo, ignorando a vitória do irmão
e de Roma. O Horácio então, indignado com essa atitude,
utiliza-se da mesma espada glorificada por seu povo, para matar
também a noiva do inimigo, sua irmã. Os Romanos cessam
imediatamente os festejos. Tiram a espada do vencedor das mãos
do assassino e se organizam para tentar entender e julgar a atitude
do Horácio, divididos entre considerá-lo herói
ou assassino.
Dia 23 de setembro às 15h00 - Espaço Petrobrás
- Ponto de Encontro - Cine Brasília
Demonstração de Trabalho
§ Prisão para a Liberdade - Carlos Simioni - Grupo Lume
O ator, diretor, dramaturgo e produtor Carlos Simioni, de Campinas,
fundador do Lume - Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais
(Unicamp), oferece uma aula aberta intitulada Prisão para
a liberdade, onde é demonstrado o percurso de 20 anos de
pesquisas do ator que elabora, primeiramente, o treinamento físico
cotidiano, a construção de técnicas de expansão
e dilatação do corpo no espaço e no tempo,
técnicas de manipulação de diferentes qualidades
de energias e sua distribuição no espaço. O
treinamento vocal do ator. O encontro com outros mestres de linhas
de trabalho e sua assimilação. A passagem do treinamento
para a elaboração de personagens e construção
de cenas. Em um segundo momento o trata de mostrar ao público
a prisão em que a técnica coloca o ator. A impossibilidade
de se livrar da técnica e a descoberta da técnica
como trampolim para a transcendência de seu trabalho. Chegando
ao período de hoje onde suas pesquisas levam o ator para
outro plano de representação e de comunhão
com o espectador.
Carlos Simioni é ator e pesquisador do grupo LUME e desde
1985 dedica seu trabalho ao desenvolvimento de técnicas corpóreas
de representação. Durante esse período pesquisou
e codificou várias técnicas, tais como, “dança
pessoal”, “ação física vocal”,
“dilatação corporal”, entre outras.
Dia
23 de setembro às 15h00 - Espaço Petrobrás
- Ponto de Encontro - Cine Brasília
§ Oficina: Interpretação - Volksbuhne Berlim
(Alemanha)
De 25 a 28 de setembro às 15h00 - Espaço Petrobras
- Ponto de Encontro - Cine Brasília
§ Oficina de Dramaturgia
As Fronteiras do Texto Teatral - Santiago Serrano (Argentina)
Um espaço para produção de textos e esboços
de ações teatrais dirigido a atores, diretores, autores,
músicos, cenógrafos e interessados em dramaturgia.
Os participantes realizarão trabalhos corporais e de sensibilização,
trabalhando a memória pessoal e social como estímulo
para a produção do texto dramático. Serão
explorados diferentes espaços cênicos e seus potenciais,
considerando a improvisação como elemento detonante
da criação literária, através da aplicação
dos conceitos do “sinistro”, da “metáfora”
e da “metonímia”.
Santiago Serrano é dramaturgo e diretor, além de psicanalista
e psicodramatista. Estudou teatro com Néstor Raimondi, Inda
Ledesma, Manel Barceló (Espanha), Williams Wilcox Horme (USA),
Enrique Buenaventura (Colômbia) e Arístides Vargas
(Equador). Sua primera peça A Revolta, de 1984, esteve em
cartaz durante três anos em Buenos Aires, sendo representada
também no Uruguai e Espanha. Criou, em 1987, o Grupo Teatral
Encuentros com o qual trabalha até hoje. Em 1991, dirige
sua peça Dinossauros, que ganha o prêmio de melhor
peça original no Festival de Teatro do Centro Cultural General
San Martín de Buenos Aires. Dinossauros também foi
representada no Canadá, Estados Unidos, Espanha e, em Brasília,
foi montada em 2005 no Espaço Cena, com Carmem Moretzsohn
e Murilo Grossi no elenco.
Orientou oficinas de atuação e dramaturgia e foi professor
da cátedra de Grupos na Escola Municipal de Arte Dramática.
Em 2001, foi premiado no 4ª Certame Nacional de Peças
de Teatro do Instituto Nacional de Teatro pelo texto Se Mira y No
Se Toca. Em 2004, dirigiu sua peça El Morales no ciclo TeatroxlaIdentidad,
organizado pelas Abuelas de Plaza de Mayo. Em 2005, ganhou o 2º
prêmio no Certame Internacional de Dramaturgia da cidade de
Requena (Espanha) com Sexualmente Falando. Em 2006, foi convidado
pela “Maison des Ecrivains de Paris” a ministrar uma
oficina de dramaturgia e realizar conferências na Universidade
de Grenoble (França).
§ Palestra: Dimitry Ayurupin - Theatre BlackSkyWhite (Rússia)
§
Palestra: Dramaturgia Brasileira - Soraya Hamdan (MG), Dionísio
Neto e Pedro Bricio (SP)
§ Palestra: O Teatro da Nova Geração de Moscou
- Kama Ginkas (Rússia)
§
Palestra: Hans- Thies Lehmann - professor da Universidade de Frankfurt
De 25 a 28 de setembro às 15h00 - Espaço Petrobras
- Ponto de Encontro - Cine Brasília
§ Lançamentos: DVD ‘Grupo Galpão’
Documentário sobre os 23 anos de história de uma das
mais importantes companhias teatrais do Brasil: o Grupo Galpão.
Fundado em 1982 em Belo Horizonte, o Galpão já se
apresentou para mais de um milhão de espectadores em mais
de 250 cidades do Brasil e 16 países. O longa-metragem mostra
a trajetória do grupo, as relações que se criam
dentro de uma companhia de teatro e o desenvolvimento artístico
que tornou o Galpão uma referencia no teatro brasileiro e
internacional.
Direção: André Amparo / Kika Lopes
Produção executiva: Paulo José
Argumento original: Kika Lopes
Coordenação de produção: Mirian Cavour
Produção: André Amparo / Kika Lopes / Paulo
José
Edição: Tina Saphira
Assistência de edição e direção:
Ana Cristina Murta
Edição e mixagem de som: Mariana Barsted / Denílson
Campos
produção: Malagueta Produções Artísticas.
§
Lançamento do Volume 6 da Coleção Dramaturgia
Brasileira, da Hamdan Editora
§
Palestra dos dramaturgos Pedro Brício e ...., autores de
peças publicadas no Volume 6 da Coleção Dramaturgia
Brasileira, da Hamdan Editora.
Mostra
de Cinema
Teatro Traído (Perdoa-me Por Te Traíres)
De
20 de setembro a 1o de outubro – Cine Brasília –
19h00
Entrada franca
§ Dia 20/09
Toda Nudez Será Castigada (Baseado em Nelson Rodrigues/1975)
Dir: Arnaldo Jabor
Elenco: Hugo Carvana, Darlene Glória, Elza Gomes
§
Dia 21/09
Orfeu do Carnaval (Baseado em peça de Vinícius de
Moraes/1959)
Dir: Marcel Camus
Elenco: Marpessa Dawn, Breno Mello
§
Dia 22/09
Macbeth (Baseado em William Shakespeare/1971)
Dir: Roman Polanski
Elenco: Jon Finch, Francesca Annis, Martin Shaw, Nicholas Selby,
Vic Abbott
§
Dia 23/09
Othelo (Baseado em William Shakespeare/1952)
Dir: Orson Welles
Elenco: Orson Welles, Michael MacLiammoir, Michael Laurence, Suzanne
Cloutier
§
Dia 24/09
Trono Manchado de Sangue (Versão japonesa para ‘Macbeth’,
de Shakespeare/57)
Dir: Akira Kurosawa
Elenco: Toshiro Mifune, Isuzu Yamada, Minoru Chiaki
§
Dia 25/09
De Repente no Último Verão (Baseado em Tennessee Williams/59)
Dir: Joseph L. Mankiewicz
Elenco: Katherine Hepburn, Elizabeth Taylor, Montgomery Clift,
§
Dia 26/09
Os Desajustados (Baseado em Arthur Miller/61)
Dir: John Huston
Elenco: Marilyn Monroe, Clark Gable, Montgomery Clift
§
Dia 27/09
Ricardo III (Tematiza a montagem da peça de William Shakespeare/1996)
Dir: Al Pacino
Elenco: Al Pacino, Alec Baldwin, Aidan Quinn, Winona Ryder, Kevin
Spacey
§
Dia 28/09
Dois Perdidos Numa Noite Suja (Baseado em Plínio Marcos/2003)
Dir: José Joffily
Elenco: Débora Falabella, Roberto Bomtempo
§
Dia 29/09
Topsy Turvy – O Espetáculo (Tematiza o Teatro/1999)
Dir: Mike Leigh
Elenco: Allan Corduner, Jim Broadbent, Lesley Manville, Ron Cook
§
Dia 30/09
Dogville (Utiliza método Brechtiniano/2003)
Dir: Lars Von Trier
Elenco: Nicole Kidman, John Hurt, Paul Bettany
Ponto de Encontro
Música, Festas, Bar, Restaurante
Dia 20/09, quarta-feira
§ DJ Chico Aquino e Pauline
Dia
21/09, quinta-feira
§ El Roquer (Confronto Sound System)
§ Lucy and Popsonics
Dia
22/09, sexta-feira
§ DJs Barata e Pezão (Criolina)
§ Ellen Oleria
Dia
23/09, sábado
§ DJs Isn’t e The Six
§ Piramidi
Dia
24/09, domingo
§ DJ A e Isaac Pereira (Contrabaixo)
Dia
26/09, terça-feira
§ DJ Maze One
§ DJ Daniel Black
Dia
27/09, quarta-feira
§ DJ Gardenal e André Togni
Dia
28/09, quinta-feira
§ DJ Mak e DJ Tales
§ Emmassa Produções
§ Noções Unidas
Dia
29/09, sexta-feira
§ DJ Fred Zero Quatro (PE)
§ DJ Wash
Dia
30/09, sábado
§ DJ Pezão e Cacai Nunes
Cena
Contemporânea
Festival
Internacional de Teatro de Brasília
Patrocínio: Petrobrás e Caixa
Apoio: CCBB Brasília, Correios e Funarte
Colaboração: SESC DF, Secretaria de Cultura
do DF, Meliá Brasília, Pro-Helvetia, Goethe-Zentrum
Brasília, Núcleo dos Festivais Internacionais de Artes
Cênicas do Brasil
Promoção: TV Globo e Correio Braziliense
Direção
e curadoria:
Guilherme Reis
Assessoria
de imprensa:3443. 8891 e 3242. 9805
Gioconda Caputo: (61) 9212. 0235
Carmem
Moretzsohn: (61) 9970. 3281 |